A Polícia Federal mirou o líder do governo no Senado na operação Compliance Zero. Alcolumbre reagiu e garantiu apoio ao colega, afirmando que a verdade virá à tona no julgamento.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou seu apoio ao líder do governo no Senado, Jacques Wagner, um dos alvos da nona fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira, 18. Alcolumbre ressaltou que Wagner não pode ser condenado antes da conclusão das investigações e expressou sua solidariedade ao colega senador.
“Meu apoio, a minha solidariedade integral a um colega senador da República e eu tenho a convicção que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jacques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas e em um dia elas serão julgadas. E é lá nesse dia que a pessoa pode ser condenada ou inocentada.”
Além de Alcolumbre, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também comentou a situação. Ele destacou sua relação institucional e profissional com Wagner, enfatizando a confiança que deposita no senador e a certeza de que ele terá a oportunidade de se defender adequadamente.
“Eu tenho aqui uma relação institucional e profissional com o líder Jacques Wagner muito boa. Eu confio no Jacques Wagner e acho que ele vai ter oportunidade e espaço para se defender.”
Enquanto isso, a Polícia Federal também realizou uma operação relacionada a apostas ilegais, denominada Conto da Sorte, nesta quinta-feira. A operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em três estados: Pernambuco, Ceará e São Paulo. O foco da ação foi em mais de 30 empresas que atuavam no setor de apostas ilegais, que movimentaram cerca de R$ 50 bilhões. Durante a operação, foram apreendidos bens avaliados em R$ 145 milhões, que serão restituídos aos cofres públicos.
Durigan explicou que o esquema das empresas era complexo, chegando a buscar autorização de funcionamento junto a municípios, o que não é permitido pela legislação. Ele citou o caso de um pequeno município no interior do Rio Grande do Norte, chamado Bodó, que inicialmente havia concedido autorização, mas que foi posteriormente cassada. O Supremo Tribunal Federal já se manifestou sobre a falta de competência dos municípios para autorizar jogos e apostas no país.
Durante as investigações, as autoridades descobriram movimentações financeiras que não condizem com os rendimentos das empresas, o que levanta suspeitas de crimes como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. A operação visa esclarecer e apurar melhor esses valores e as atividades das empresas investigadas.
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