Dois navios alemães atravessam o Canal de Suez rumo ao Mar Vermelho. A missão pode incluir remoção de minas no Estreito de Ormuz, mas depende de autorização do Irã e de Omã.
O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, anunciou nesta quinta-feira (18) que o país está deslocando duas embarcações para o Mar Vermelho, em preparação para uma possível operação militar no Estreito de Ormuz.
Durante uma coletiva de imprensa em Bruxelas, Pistorius informou que o caça-minas Fulda e o navio de apoio Mosel estão atravessando o Canal de Suez em direção ao Mar Vermelho. Ele destacou que qualquer participação em operações de remoção de minas dependerá da autorização do Irã e de Omã.
“Enquanto conversamos, nosso caça-minas Fulda e o navio de apoio Mosel estão atravessando o Canal de Suez em direção ao Mar Vermelho”, afirmou o ministro.
Pistorius também enfatizou que a eventual missão estará condicionada ao avanço das negociações entre Teerã e os Estados Unidos. O contexto atual envolve a busca por garantias de segurança para a navegação na região, um ponto crítico para o comércio global.
Na quarta-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que aliados europeus se comprometeram a ajudar Washington a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Ao ser questionado sobre quais países teriam oferecido apoio para uma possível operação de remoção de minas na área, Trump afirmou: “Todos eles”.
O presidente dos EUA indicou que aqueles que possuem equipamentos adequados se comprometeram, mas que todos concordaram em participar de alguma forma. Este movimento ocorre em meio a um plano de paz de 14 pontos, assinado por Estados Unidos e Irã, que busca encerrar os confrontos entre as nações e reabrir o Estreito de Ormuz.
O acordo também contém o compromisso do Irã em não adquirir ou desenvolver armas nucleares, embora questões mais amplas sobre o programa nuclear iraniano ainda permaneçam sem resposta.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, declarou que a garantia da navegação no Estreito de Ormuz não é de responsabilidade direta da aliança, mas que a organização estaria disposta a colaborar se solicitado. “Se a Otan puder desempenhar algum papel, então, naturalmente, estaremos sempre dispostos a ajudar”, afirmou Rutte.
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