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Saúde

Anvisa lança farmacovigilância ativa para monitorar efeitos de canetas emagrecedoras

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quarta-feira (6), um Plano de Farmacovigilância Ativa para acompanhar efeitos...

07/05/2026 · 09h59
Anvisa lança farmacovigilância ativa para monitorar efeitos de canetas emagrecedoras

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quarta-feira (6), um Plano de Farmacovigilância Ativa para acompanhar efeitos adversos de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, que atuam como agonistas do receptor do GLP‑1.

A mudança representa um deslocamento na atuação do órgão: em vez de depender apenas de notificações voluntárias de pacientes e profissionais de saúde, a Anvisa passará a realizar monitoramento proativo em parceria com serviços de saúde e outras instituições.

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O diretor Thiago Lopes Cardoso Campos justificou a iniciativa pelo “crescimento expressivo do consumo” desses medicamentos e pelo aumento de complicações no país. Entre 2018 e março de 2026, foram registradas 2.965 notificações de eventos adversos relacionadas a esse grupo de fármacos, com maior ocorrência em 2025 e predominância de casos associados ao uso da semaglutida.

Segundo Campos, o uso desses medicamentos tem se expandido para indicações não previstas na bula e, muitas vezes, sem acompanhamento clínico adequado. Ele também alertou para a circulação de produtos falsificados, preparados em condições inadequadas ou de procedência desconhecida, lembrando que a venda de medicamentos irregulares constitui crime previsto no artigo nº 273 do Código Penal.

O plano de farmacovigilância ativa é desdobramento de um programa anunciado no mês anterior e prioriza o monitoramento pós‑comercialização, etapa em que riscos raros, tardios ou ligados a situações específicas de uso tendem a se manifestar. A proposta prevê buscas estruturadas junto a serviços de saúde para identificar precocemente eventos adversos, qualificar as informações recebidas e ampliar a capacidade de análise de risco da agência.

A ação contará com a participação voluntária da Rede Sentinela, que reúne serviços de saúde, instituições de ensino e pesquisa, serviços de assistência farmacêutica, laboratórios clínicos e de anatomia patológica. O esforço inclui também a HU Brasil (antiga Ebserh), que abrange hospitais universitários em todo o país.

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Campos ressaltou que o plano está aberto à adesão de outros hospitais com capacidade técnica e compromisso em qualificar notificações à vigilância sanitária. A iniciativa será complementada por um acordo de cooperação com a Polícia Federal para operações conjuntas de fiscalização contra a venda ilegal de medicamentos.

Para o diretor‑presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a atenção a esses produtos exige atuação “firme, coordenada e muito atenta”, e o modelo de farmacovigilância ativa desempenha papel estratégico ao permitir que a agência não dependa apenas das notificações espontâneas, mas organize buscas estruturadas que possibilitem detecção precoce e melhor avaliação dos riscos.

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Com informações de Agência Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quarta-feira (6), um Plano de Farmacovigilância Ativa para acompanhar efeitos adversos de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, que atuam como agonistas do receptor do GLP‑1.

A mudança representa um deslocamento na atuação do órgão: em vez de depender apenas de notificações voluntárias de pacientes e profissionais de saúde, a Anvisa passará a realizar monitoramento proativo em parceria com serviços de saúde e outras instituições.

O diretor Thiago Lopes Cardoso Campos justificou a iniciativa pelo “crescimento expressivo do consumo” desses medicamentos e pelo aumento de complicações no país. Entre 2018 e março de 2026, foram registradas 2.965 notificações de eventos adversos relacionadas a esse grupo de fármacos, com maior ocorrência em 2025 e predominância de casos associados ao uso da semaglutida.

Segundo Campos, o uso desses medicamentos tem se expandido para indicações não previstas na bula e, muitas vezes, sem acompanhamento clínico adequado. Ele também alertou para a circulação de produtos falsificados, preparados em condições inadequadas ou de procedência desconhecida, lembrando que a venda de medicamentos irregulares constitui crime previsto no artigo nº 273 do Código Penal.

O plano de farmacovigilância ativa é desdobramento de um programa anunciado no mês anterior e prioriza o monitoramento pós‑comercialização, etapa em que riscos raros, tardios ou ligados a situações específicas de uso tendem a se manifestar. A proposta prevê buscas estruturadas junto a serviços de saúde para identificar precocemente eventos adversos, qualificar as informações recebidas e ampliar a capacidade de análise de risco da agência.

A ação contará com a participação voluntária da Rede Sentinela, que reúne serviços de saúde, instituições de ensino e pesquisa, serviços de assistência farmacêutica, laboratórios clínicos e de anatomia patológica. O esforço inclui também a HU Brasil (antiga Ebserh), que abrange hospitais universitários em todo o país.

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Campos ressaltou que o plano está aberto à adesão de outros hospitais com capacidade técnica e compromisso em qualificar notificações à vigilância sanitária. A iniciativa será complementada por um acordo de cooperação com a Polícia Federal para operações conjuntas de fiscalização contra a venda ilegal de medicamentos.

Para o diretor‑presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a atenção a esses produtos exige atuação “firme, coordenada e muito atenta”, e o modelo de farmacovigilância ativa desempenha papel estratégico ao permitir que a agência não dependa apenas das notificações espontâneas, mas organize buscas estruturadas que possibilitem detecção precoce e melhor avaliação dos riscos.

Com informações de Agência Brasil

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