Ninguém pode fazer o outro feliz! Ninguém.

Nane, 10 de Outubro, 2023

Você já se perguntou por que algumas pessoas parecem ser tão felizes e outras tão infelizes? Você já se sentiu frustrado por não conseguir fazer alguém feliz ou por depender de alguém para ser feliz? Você já pensou que a felicidade é algo que você pode criar e não algo que você recebe?


Se você respondeu sim a alguma dessas perguntas, então este texto é para você. Eu vou lhe contar um segredo que pode mudar a sua vida: ninguém pode fazer o outro feliz.

Isso mesmo, você leu certo. Ninguém pode fazer o outro feliz. Nem o seu parceiro, nem os seus pais, nem os seus amigos, nem os seus filhos, nem o seu chefe, nem o seu ídolo, nem o seu guru, nem o seu cachorro, nem o seu gato, nem o seu papagaio. Ninguém.


Mas como assim? Você deve estar se perguntando. Não é óbvio que as pessoas e as situações influenciam o nosso estado de espírito? Não é natural que nós queiramos fazer as pessoas que amamos felizes e que elas façam o mesmo por nós? Não foi isso que nos ensinaram desde pequenos?
Sim, é verdade que as pessoas e as situações influenciam o nosso estado de espírito. Mas isso não significa que elas sejam responsáveis pela nossa felicidade. A felicidade é uma escolha pessoal e intransferível. A felicidade é algo que vem de dentro, não de fora.


A felicidade tem a ver com a forma como nós nos vemos, nos aceitamos, nos amamos, nos valorizamos, nos respeitamos e nos cuidamos. A felicidade tem a ver com a forma como nós encaramos os desafios, as oportunidades, as surpresas, as decepções, as conquistas e as perdas. A felicidade tem a ver com a forma como nós expressamos os nossos sentimentos, os nossos pensamentos, os nossos sonhos, os nossos medos e as nossas esperanças.


A felicidade tem a ver com a nossa gratidão e satisfação pessoal. Com reconhecer e celebrar as coisas boas que temos e que somos. Com aprender e crescer com as coisas ruins que acontecem e que fazemos. Sim, nós fazemos coisas ruins, menos você, né, alecrim dourado?


Quando nós entendemos que a felicidade depende de nós mesmos, nós nos libertamos de uma grande ilusão. Nós paramos de esperar que os outros nos façam felizes e de cobrar que eles sejam felizes por nossa causa. Nós paramos de nos comparar com os outros e de nos julgar pelos padrões dos outros. Nós paramos de nos vitimizar e de nos culpar pelos problemas dos outros.


Quando nós entendemos que a felicidade depende de nós mesmos, nós nos empoderamos de uma grande missão. Nós começamos a buscar a nossa própria felicidade e a apoiar a dos outros. Nós começamos a nos inspirar nos outros e a inspirar os outros. Nós começamos a nos responsabilizar pelos nossos problemas e a ajudar os outros com os deles.


Quando nós entendemos que a felicidade depende de nós mesmos, nós nos conectamos com uma grande fonte: a fonte do amor próprio. O amor próprio é o combustível da felicidade.
Então, se você quer ser feliz, comece por se amar. Ame-se do jeito que você é, com as suas qualidades e os seus defeitos. Ame-se pelo que você faz, com os seus acertos e os seus erros. Ame-se pelo que você quer, com as suas  metas e os seus limites. E depois, ame os outros do jeito que eles são, com as qualidades e os defeitos deles. E lembre-se: ninguém pode fazer o outro feliz. Mas todos podem se fazer felizes.


Agora, você deve estar se perguntando: e as relações no trabalho? Como elas se encaixam nessa história toda? Bem, as relações no trabalho são como qualquer outra relação na vida. Elas podem ser fontes de alegria ou de sofrimento, dependendo de como nós lidamos com elas.


Se nós esperamos que o nosso trabalho nos faça felizes, nós estamos fadados à frustração. O trabalho é apenas uma parte da nossa vida, não a nossa vida inteira. O trabalho é um meio de ganhar dinheiro, de exercer uma profissão, de desenvolver habilidades, de contribuir para a sociedade, de realizar projetos, de interagir com pessoas. O trabalho não é um fim em si mesmo.

Se nós esperamos que os nossos colegas, chefes, clientes e parceiros nos façam felizes, nós estamos fadados ao desapontamento. Eles são apenas pessoas, não anjos ou demônios. Eles têm as suas próprias personalidades, opiniões, interesses, motivações, expectativas, necessidades e problemas. Eles não estão lá para nos agradar ou nos desagradar.

Se nós queremos ser felizes no trabalho, nós temos que ser felizes conosco mesmos primeiro. Nós temos que nos amar pelo que somos e pelo que fazemos. Nós temos que nos valorizar pelo nosso esforço e pelo nosso resultado. Nós temos que nos respeitar pelos nossos limites e pelos nossos direitos.

E lembre-se: ninguém pode fazer o outro feliz, seja no trabalho ou na vida. Busque a sua própria felicidade! Todos estão lutando contra os seus próprios boletos emocionais. Sejam gentis!

Obs.: Maya, a minha filha, não lê os meus textos longos. Ela prefere assistir ao TikTok. Espero que vocês cheguem até aqui! E não tem problema se não lerem, eu escrevo para mim mesma. É uma forma de terapia, sabe? Eu assumo a responsabilidade de me querer bem. É injusto atribuir ao outro essa carga. Ao outro só posso sugerir que use desodorante. E que não me mande correntes de "Bom Dia" no WhatsApp. Afinal, sou apenas um “projeto de coach” que tenta seguir tudo o que escreve. Mas às vezes eu escorrego e como um pacote de miojo. Eu chamo isso de: amor próprio. Ou de fome mesmo.

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