O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa hoje, 24 de junho de 2026, 90 dias em prisão domiciliar humanitária. Essa decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após Bolsonaro receber alta hospitalar em 27 de março, depois de um tratamento contra broncopneumonia.
Na terça-feira, dia 23, um dia antes do fim do prazo, a defesa de Bolsonaro solicitou ao STF a prorrogação da prisão domiciliar, justificando que o ex-presidente “permanece demandando acompanhamento especializado e avaliação médica contínua”.
A contagem do prazo da prisão domiciliar teve início na data da alta hospitalar. Assim, o período inicial de 90 dias se encerra hoje, e agora cabe a Moraes reavaliar o caso e decidir se manterá ou revogará o regime humanitário ao ex-presidente.
Antes de ser colocado em prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena em regime fechado no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”. Na decisão que concedeu a prisão domiciliar, Moraes mencionou que a recuperação completa de uma pneumonia bilateral em pacientes idosos pode levar de 45 a 90 dias em um ambiente controlado. A análise do ministro deverá levar em conta o estado de saúde do ex-presidente, além de possíveis manifestações da defesa e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A prorrogação da prisão domiciliar é vista como provável, uma vez que não há registros de descumprimento das condições impostas pelo STF. Entretanto, nos últimos dias, aliados de Bolsonaro expressaram preocupações quanto à possibilidade de o ex-presidente retornar ao regime da Papudinha, especialmente após uma arma registrada em seu nome ter sido apreendida em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal.
Na terça-feira, Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que durou cerca de cinco minutos. Ele confirmou que a arma estava em sua residência em Brasília e que solicitou a um militar do Exército que providenciasse o conserto do equipamento após notar uma falha.
A defesa de Bolsonaro argumenta que não houve ilegalidade. Em uma manifestação enviada a Moraes, os advogados afirmaram que membros da equipe de segurança do ex-presidente retiraram, sem seu conhecimento, o percussor da arma, peça essencial para o disparo. Essa medida teria sido adotada devido ao uso de medicamentos psiquiátricos por Bolsonaro, que podem afetar sua cognição, aumentando o risco de acidentes.
Além disso, segundo a defesa, Bolsonaro percebeu a falha na pistola e entregou a arma ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho para manutenção. A arma foi apreendida no dia 15 de junho no veículo do militar, que estava conduzindo um carro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
A defesa destaca que a entrega da arma teve como objetivo o reparo e reafirma que não havia decisão judicial que determinasse a entrega das armas ou o cancelamento dos registros em nome de Bolsonaro.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

