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Aracaju, Quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Brasil pode lucrar com queda da produção de carne nos EUA

Agro

Brasil pode lucrar com queda da produção de carne nos EUA

Queda na produção de carne nos EUA e crescimento da classe média na China impulsionam exportações.

17/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h32
Brasil pode lucrar com queda da produção de carne nos EUA

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A redução do gado americano e o crescimento da classe média chinesa abrem caminho para o Brasil exportar mais carne. O Ministério da Agricultura vê oportunidade histórica para o setor.

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A combinação entre a queda da produção de carne bovina nos Estados Unidos e o aumento da classe média na China deve criar novas oportunidades para as exportações brasileiras de proteína animal nos próximos anos. Essa análise foi feita por Cleber Soares, secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), durante o Outlook Forum, principal evento anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), realizado em fevereiro deste ano.

Soares destacou que os americanos reconhecem um declínio natural na produção de alimentos, especialmente no setor de carne bovina. Ele afirmou:

“Os próprios americanos reconhecem que há um declínio natural da produção de alimentos, especialmente de carne bovina. O rebanho está diminuindo, há redução do número de matrizes e envelhecimento dos produtores rurais.”

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Na visão do secretário, essa mudança estrutural fará com que os Estados Unidos aumentem sua necessidade de importar carne bovina, o que beneficiará países exportadores como o Brasil. Ele citou como exemplo o aumento das compras americanas neste ano. Informações do setor exportador indicam que a previsão inicial era de contratos em torno de 280 mil toneladas de carne bovina brasileira para o ano de 2026, mas esse volume já teria alcançado cerca de 320 mil toneladas no primeiro semestre.

Outro ponto destacado por Soares foi a expansão da classe média na China. A população de classe média do país, atualmente estimada em cerca de 400 milhões de pessoas, poderá chegar a 700 milhões até 2032.

“O aumento da renda leva naturalmente ao maior consumo de proteína animal, especialmente carne bovina.”

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De acordo com o secretário, poucos alimentos têm uma relação tão direta entre o crescimento da renda e o aumento do consumo quanto a carne bovina. Isso reforça o potencial de expansão da demanda global por esse produto, o que representa uma oportunidade significativa para o Brasil, que já é um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo.

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A redução do gado americano e o crescimento da classe média chinesa abrem caminho para o Brasil exportar mais carne. O Ministério da Agricultura vê oportunidade histórica para o setor.

A combinação entre a queda da produção de carne bovina nos Estados Unidos e o aumento da classe média na China deve criar novas oportunidades para as exportações brasileiras de proteína animal nos próximos anos. Essa análise foi feita por Cleber Soares, secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), durante o Outlook Forum, principal evento anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), realizado em fevereiro deste ano.

Soares destacou que os americanos reconhecem um declínio natural na produção de alimentos, especialmente no setor de carne bovina. Ele afirmou:

“Os próprios americanos reconhecem que há um declínio natural da produção de alimentos, especialmente de carne bovina. O rebanho está diminuindo, há redução do número de matrizes e envelhecimento dos produtores rurais.”

Na visão do secretário, essa mudança estrutural fará com que os Estados Unidos aumentem sua necessidade de importar carne bovina, o que beneficiará países exportadores como o Brasil. Ele citou como exemplo o aumento das compras americanas neste ano. Informações do setor exportador indicam que a previsão inicial era de contratos em torno de 280 mil toneladas de carne bovina brasileira para o ano de 2026, mas esse volume já teria alcançado cerca de 320 mil toneladas no primeiro semestre.

Outro ponto destacado por Soares foi a expansão da classe média na China. A população de classe média do país, atualmente estimada em cerca de 400 milhões de pessoas, poderá chegar a 700 milhões até 2032.

“O aumento da renda leva naturalmente ao maior consumo de proteína animal, especialmente carne bovina.”

De acordo com o secretário, poucos alimentos têm uma relação tão direta entre o crescimento da renda e o aumento do consumo quanto a carne bovina. Isso reforça o potencial de expansão da demanda global por esse produto, o que representa uma oportunidade significativa para o Brasil, que já é um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo.

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