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Trump assina ordem que reduz lista de vacinas infantis nos EUA

Ordem executiva de Trump corta de 18 para 11 as vacinas infantis de rotina nos Estados Unidos.

16/08/2026 · 11h00 · Atualizado às 12h09
Trump assina ordem que reduz lista de vacinas infantis nos EUA

Donald Trump assinou na segunda-feira (10) uma ordem executiva que reduz a lista de vacinas infantis de rotina nos Estados Unidos. O texto também manda o Departamento de Justiça contestar leis estaduais sobre vacinação.

O que muda no calendário de vacinação

A ordem recomenda a imunização universal de crianças contra 11 doenças, entre elas sarampo, poliomielite, tétano e coqueluche. Até o fim de 2024, o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) recomendava 18 vacinas.

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Saíram da lista universal os imunizantes contra Covid-19, gripe, rotavírus, hepatite A, hepatite B, meningite bacteriana e VSR. Essas vacinas passam a ser recomendadas apenas para crianças de risco elevado ou mediante consulta médica. Algumas, como as de hepatite A e B, ficam nas duas categorias.

O texto também sugere que vacinas combinadas, como a MMR (caxumba, sarampo e rubéola), sejam divididas em três doses individuais, aplicadas em consultas separadas. A medida atende a um objetivo antigo do secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., e retoma uma reformulação do calendário que havia sido suspensa por um tribunal federal.

Ação judicial contra leis estaduais

Do ponto de vista jurídico, a ordem instrui o procurador-geral a mover ações contra leis estaduais que, segundo o texto, conflitam com a autoridade parental e a liberdade religiosa. A determinação inclui a previsão de isenções para a vacinação obrigatória.

Impacto para as famílias e planos de saúde

Na prática imediata, a dinâmica permanece parecida: os pais ainda podem solicitar as vacinas que agora integram a categoria de “tomada de decisão clínica compartilhada”. A Casa Branca afirmou que a ordem não afetará o programa “Vaccines for Children”, que fornece doses gratuitas a famílias sem condições financeiras.

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O governo espera que as seguradoras privadas continuem cobrindo as vacinas afetadas, embora não haja garantia. Blue Cross Blue Shield e CVS informaram que seguirão cobrindo as vacinas infantis recomendadas pelo CDC sem coparticipação, enquanto analisam a nova ordem.

A divisão das doses pode gerar mais consultas médicas e despesas adicionais para as famílias, sem esclarecimento sobre quem arcaria com esses custos. Parte das medidas também não pode ser aplicada de imediato: não há vacinas isoladas de sarampo, caxumba e rubéola licenciadas nos Estados Unidos.

Reação de médicos e pesquisadores

Associações médicas criticaram a determinação e afirmaram que não há evidências científicas que justifiquem a mudança. A Academia Americana de Pediatria destacou que a medida pode causar confusão entre os pais e atrasar a vacinação, e reiterou que não há ligação entre vacinas e autismo.

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Há ainda o alerta de que mensagens contraditórias do governo federal levem parte dos pais a adiar ou descartar a imunização dos filhos. O cronograma de vacinação é elaborado com base em estudos sobre a disseminação de doenças e a idade em que as crianças são mais vulneráveis. A aplicação de múltiplas vacinas não sobrecarrega o sistema imunológico infantil e é considerada segura e eficaz.

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Donald Trump assinou na segunda-feira (10) uma ordem executiva que reduz a lista de vacinas infantis de rotina nos Estados Unidos. O texto também manda o Departamento de Justiça contestar leis estaduais sobre vacinação.

O que muda no calendário de vacinação

A ordem recomenda a imunização universal de crianças contra 11 doenças, entre elas sarampo, poliomielite, tétano e coqueluche. Até o fim de 2024, o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) recomendava 18 vacinas.

Saíram da lista universal os imunizantes contra Covid-19, gripe, rotavírus, hepatite A, hepatite B, meningite bacteriana e VSR. Essas vacinas passam a ser recomendadas apenas para crianças de risco elevado ou mediante consulta médica. Algumas, como as de hepatite A e B, ficam nas duas categorias.

O texto também sugere que vacinas combinadas, como a MMR (caxumba, sarampo e rubéola), sejam divididas em três doses individuais, aplicadas em consultas separadas. A medida atende a um objetivo antigo do secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., e retoma uma reformulação do calendário que havia sido suspensa por um tribunal federal.

Ação judicial contra leis estaduais

Do ponto de vista jurídico, a ordem instrui o procurador-geral a mover ações contra leis estaduais que, segundo o texto, conflitam com a autoridade parental e a liberdade religiosa. A determinação inclui a previsão de isenções para a vacinação obrigatória.

Impacto para as famílias e planos de saúde

Na prática imediata, a dinâmica permanece parecida: os pais ainda podem solicitar as vacinas que agora integram a categoria de “tomada de decisão clínica compartilhada”. A Casa Branca afirmou que a ordem não afetará o programa “Vaccines for Children”, que fornece doses gratuitas a famílias sem condições financeiras.

O governo espera que as seguradoras privadas continuem cobrindo as vacinas afetadas, embora não haja garantia. Blue Cross Blue Shield e CVS informaram que seguirão cobrindo as vacinas infantis recomendadas pelo CDC sem coparticipação, enquanto analisam a nova ordem.

A divisão das doses pode gerar mais consultas médicas e despesas adicionais para as famílias, sem esclarecimento sobre quem arcaria com esses custos. Parte das medidas também não pode ser aplicada de imediato: não há vacinas isoladas de sarampo, caxumba e rubéola licenciadas nos Estados Unidos.

Reação de médicos e pesquisadores

Associações médicas criticaram a determinação e afirmaram que não há evidências científicas que justifiquem a mudança. A Academia Americana de Pediatria destacou que a medida pode causar confusão entre os pais e atrasar a vacinação, e reiterou que não há ligação entre vacinas e autismo.

Há ainda o alerta de que mensagens contraditórias do governo federal levem parte dos pais a adiar ou descartar a imunização dos filhos. O cronograma de vacinação é elaborado com base em estudos sobre a disseminação de doenças e a idade em que as crianças são mais vulneráveis. A aplicação de múltiplas vacinas não sobrecarrega o sistema imunológico infantil e é considerada segura e eficaz.

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