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Empresário brasileiro ligado ao PCC é sancionado pelos EUA e tem relação com Corinthians

Victor Henrique de Oliveira Shimada é alvo de sanções dos EUA por ligações ao PCC e investigações sobre o Corinthians.

02/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h20
Empresário brasileiro ligado ao PCC é sancionado pelos EUA e tem relação com Corinthians

O empresário brasileiro Victor Henrique de Oliveira Shimada, que foi alvo de sanções dos Estados Unidos devido a supostas ligações com uma rede de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), teve envolvimento em investigações relacionadas ao caso VaideBet. Este caso investiga irregularidades no contrato de patrocínio firmado pela casa de apostas com o Corinthians.

No dia 1º de julho de 2026, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções que também atingiram Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa. As autoridades norte-americanas alegam que Shimada atuava como um “elo-chave” entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais.

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As investigações apontam que ele e sua organização lavaram mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos obtidos em várias cidades dos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para transferir valores ao Brasil em nome da facção. De acordo com o comunicado do Tesouro, a Victory Trading, empresa de Shimada, foi supostamente empregada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro por meio de um esquema de fraude publicitária. Apesar disso, o Corinthians não foi mencionado nominalmente no documento.

No Brasil, o Ministério Público de São Paulo já havia denunciado Shimada em julho de 2025 por lavagem de dinheiro relacionada ao caso VaideBet. Esta apuração investiga o fluxo financeiro do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas, que foi anunciado em janeiro de 2024.

A Polícia Civil informou que a Victory Trading funcionava como uma “conta de passagem” no esquema financeiro em investigação. A empresa teria recebido recursos de outras companhias envolvidas e redistribuído valores, dificultando o rastreamento da origem do dinheiro. Além disso, a investigação aponta conexões entre a Victory Trading, a Wave Intermediações e a UJ Football Talent.

Conforme reportado, a empresa de Shimada recebeu R$ 13 milhões no esquema e repassou R$ 200 mil à UJ Football, que foi citada na delação de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, falecido em 2024 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

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O relatório da Polícia Civil sobre o caso VaideBet menciona ainda possíveis vínculos entre pessoas e empresas investigadas com outros clubes paulistas. O inquérito resultou no indiciamento do ex-presidente do Corinthians, Augusto Melo, e de outros envolvidos, por crimes como furto, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Melo, que foi expulso do clube, nega as acusações.

Entretanto, as investigações brasileiras não afirmam que Shimada seja membro do PCC. Segundo o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, não há qualquer informação que relacione Victor, Stella ou suas empresas à facção no Brasil.

Com as sanções aplicadas, os bens e interesses das pessoas e empresas listadas nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos norte-americanos ficam bloqueados. Além disso, transações com os alvos passam a ser proibidas, salvo autorização do OFAC, órgão do Departamento do Tesouro responsável pela aplicação de sanções.

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Essas são as primeiras sanções contra alvos com possível ligação ao PCC desde que o governo dos Estados Unidos, na gestão de Donald Trump, classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações “terroristas” internacionais, em junho de 2026. A medida reforça a ofensiva da administração republicana contra a presença financeira do PCC em território norte-americano.

As tentativas de contato com Victor Henrique de Oliveira Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e representantes das empresas Victory Trading, Pixwave Soluções de Pagamentos, Wave Construções Inteligentes e Avenidas Flutuantes não foram bem-sucedidas, uma vez que não foi possível encontrar um telefone ou e-mail válido para comunicação sobre o conteúdo da reportagem. O jornal digital continuará tentando estabelecer contato com os envolvidos e o texto será atualizado caso uma manifestação seja recebida.

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O empresário brasileiro Victor Henrique de Oliveira Shimada, que foi alvo de sanções dos Estados Unidos devido a supostas ligações com uma rede de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), teve envolvimento em investigações relacionadas ao caso VaideBet. Este caso investiga irregularidades no contrato de patrocínio firmado pela casa de apostas com o Corinthians.

No dia 1º de julho de 2026, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções que também atingiram Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa. As autoridades norte-americanas alegam que Shimada atuava como um “elo-chave” entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais.

As investigações apontam que ele e sua organização lavaram mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos obtidos em várias cidades dos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para transferir valores ao Brasil em nome da facção. De acordo com o comunicado do Tesouro, a Victory Trading, empresa de Shimada, foi supostamente empregada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro por meio de um esquema de fraude publicitária. Apesar disso, o Corinthians não foi mencionado nominalmente no documento.

No Brasil, o Ministério Público de São Paulo já havia denunciado Shimada em julho de 2025 por lavagem de dinheiro relacionada ao caso VaideBet. Esta apuração investiga o fluxo financeiro do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas, que foi anunciado em janeiro de 2024.

A Polícia Civil informou que a Victory Trading funcionava como uma “conta de passagem” no esquema financeiro em investigação. A empresa teria recebido recursos de outras companhias envolvidas e redistribuído valores, dificultando o rastreamento da origem do dinheiro. Além disso, a investigação aponta conexões entre a Victory Trading, a Wave Intermediações e a UJ Football Talent.

Conforme reportado, a empresa de Shimada recebeu R$ 13 milhões no esquema e repassou R$ 200 mil à UJ Football, que foi citada na delação de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, falecido em 2024 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

O relatório da Polícia Civil sobre o caso VaideBet menciona ainda possíveis vínculos entre pessoas e empresas investigadas com outros clubes paulistas. O inquérito resultou no indiciamento do ex-presidente do Corinthians, Augusto Melo, e de outros envolvidos, por crimes como furto, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Melo, que foi expulso do clube, nega as acusações.

Entretanto, as investigações brasileiras não afirmam que Shimada seja membro do PCC. Segundo o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, não há qualquer informação que relacione Victor, Stella ou suas empresas à facção no Brasil.

Com as sanções aplicadas, os bens e interesses das pessoas e empresas listadas nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos norte-americanos ficam bloqueados. Além disso, transações com os alvos passam a ser proibidas, salvo autorização do OFAC, órgão do Departamento do Tesouro responsável pela aplicação de sanções.

Essas são as primeiras sanções contra alvos com possível ligação ao PCC desde que o governo dos Estados Unidos, na gestão de Donald Trump, classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações “terroristas” internacionais, em junho de 2026. A medida reforça a ofensiva da administração republicana contra a presença financeira do PCC em território norte-americano.

As tentativas de contato com Victor Henrique de Oliveira Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e representantes das empresas Victory Trading, Pixwave Soluções de Pagamentos, Wave Construções Inteligentes e Avenidas Flutuantes não foram bem-sucedidas, uma vez que não foi possível encontrar um telefone ou e-mail válido para comunicação sobre o conteúdo da reportagem. O jornal digital continuará tentando estabelecer contato com os envolvidos e o texto será atualizado caso uma manifestação seja recebida.

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