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Especialista explica como o autismo afeta o desenvolvimento desde a infância

Brasil

Especialista explica como o autismo afeta o desenvolvimento desde a infância

Especialistas explicam o Transtorno do Espectro Autista e a importância da identificação precoce.

20/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h10
Especialista explica como o autismo afeta o desenvolvimento desde a infância

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Psiquiatra da Unifesp detalhou os impactos do Transtorno do Espectro Autista no programa CNN Sinais Vitais. O quadro tem base biológica e acompanha o indivíduo por toda a vida.

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um quadro de neurodesenvolvimento com base biológica, influenciado por fatores genéticos que impactam o desenvolvimento dos circuitos cerebrais. Manifesta-se desde os primeiros anos de vida e acompanha o indivíduo ao longo de sua trajetória, afetando diversas áreas e causando prejuízos e sofrimento.

A psiquiatra Daniela Bordini, coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp, esteve em conversa com o Dr. Roberto Kalil no programa CNN Sinais Vitais, no dia 20 de junho de 2026. Ela explicou que as principais áreas afetadas pelo transtorno incluem sociabilidade, comunicação, padrão de interesses e comportamento do indivíduo.

“É um transtorno muito precoce que acompanha o indivíduo ao longo de toda trajetória e impacta em diferentes áreas”, afirmou Bordini.

O termo “espectro” é utilizado pois o TEA abrange uma variedade de pessoas, com características e necessidades distintas. Bordini destacou que

“quem conheceu um autista, conheceu um autismo. Essa heterogeneidade clínica traz uma dificuldade de compreensão por parte da sociedade. A pessoa tem um estereótipo que não corresponde a todo esse espectro”

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.

A psicóloga Tatiana Mecca, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, ressaltou a importância dos familiares e educadores na identificação precoce do transtorno. Um estudo do Instituto Steinkopf, realizado com mais de 23 mil indivíduos diagnosticados com autismo, revelou que mais de 50% dos primeiros sinais são percebidos por familiares, enquanto aproximadamente 9,5% são identificados por professores.

Mecca explicou que, no primeiro ano de vida, os sinais iniciais tendem a ser inespecíficos, como prejuízos no desenvolvimento motor, alterações no sono e dificuldades na comunicação não verbal. Ela destacou que

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“a qualidade do contato visual do bebê na interação com suas figuras de referência”

é um aspecto a ser observado. Outros sinais de alerta incluem a pouca resposta ao ambiente, baixa orientação social ao ser chamado e um sorriso social diminuído durante a interação.

O entendimento sobre o Transtorno do Espectro Autista é fundamental para promover a inclusão e o cuidado adequado desde os primeiros anos de vida.

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Psiquiatra da Unifesp detalhou os impactos do Transtorno do Espectro Autista no programa CNN Sinais Vitais. O quadro tem base biológica e acompanha o indivíduo por toda a vida.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um quadro de neurodesenvolvimento com base biológica, influenciado por fatores genéticos que impactam o desenvolvimento dos circuitos cerebrais. Manifesta-se desde os primeiros anos de vida e acompanha o indivíduo ao longo de sua trajetória, afetando diversas áreas e causando prejuízos e sofrimento.

A psiquiatra Daniela Bordini, coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp, esteve em conversa com o Dr. Roberto Kalil no programa CNN Sinais Vitais, no dia 20 de junho de 2026. Ela explicou que as principais áreas afetadas pelo transtorno incluem sociabilidade, comunicação, padrão de interesses e comportamento do indivíduo.

“É um transtorno muito precoce que acompanha o indivíduo ao longo de toda trajetória e impacta em diferentes áreas”, afirmou Bordini.

O termo “espectro” é utilizado pois o TEA abrange uma variedade de pessoas, com características e necessidades distintas. Bordini destacou que

“quem conheceu um autista, conheceu um autismo. Essa heterogeneidade clínica traz uma dificuldade de compreensão por parte da sociedade. A pessoa tem um estereótipo que não corresponde a todo esse espectro”

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A psicóloga Tatiana Mecca, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, ressaltou a importância dos familiares e educadores na identificação precoce do transtorno. Um estudo do Instituto Steinkopf, realizado com mais de 23 mil indivíduos diagnosticados com autismo, revelou que mais de 50% dos primeiros sinais são percebidos por familiares, enquanto aproximadamente 9,5% são identificados por professores.

Mecca explicou que, no primeiro ano de vida, os sinais iniciais tendem a ser inespecíficos, como prejuízos no desenvolvimento motor, alterações no sono e dificuldades na comunicação não verbal. Ela destacou que

“a qualidade do contato visual do bebê na interação com suas figuras de referência”

é um aspecto a ser observado. Outros sinais de alerta incluem a pouca resposta ao ambiente, baixa orientação social ao ser chamado e um sorriso social diminuído durante a interação.

O entendimento sobre o Transtorno do Espectro Autista é fundamental para promover a inclusão e o cuidado adequado desde os primeiros anos de vida.

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