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Estudo revela 1 bilhão a mais expostos ao calor extremo desde 1970

Brasil

Estudo revela 1 bilhão a mais expostos ao calor extremo desde 1970

Estudo revela que 1 bilhão a mais é afetado por calor extremo desde 1970.

22/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 06h07
Estudo revela 1 bilhão a mais expostos ao calor extremo desde 1970

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O aquecimento global intensifica o sofrimento de bilhões de pessoas. Pesquisa na Nature Climate Change aponta crescimento acelerado nos dias de calor extremo nas últimas cinco décadas.

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O calor extremo tem impactado um número crescente de pessoas ao redor do mundo. Um estudo recente publicado na revista científica Nature Climate Change revelou que atualmente cerca de 1 bilhão de pessoas a mais enfrentam anualmente temperaturas extremas em comparação com a década de 1970.

A pesquisa, intitulada “A intensificação do estresse térmico global e seu impacto crescente na população humana”, aponta que o número de dias em que as pessoas vivenciam calor extremo aumentou de forma acelerada nas últimas cinco décadas. Esse fenômeno é impulsionado principalmente pelo aquecimento global resultante das atividades humanas.

Na década de 1970, 55% da população mundial experimentava pelo menos 90 dias de forte estresse térmico anualmente. Atualmente, esse número subiu para 70%. O relatório destaca que o impacto do calor extremo é especialmente preocupante para crianças, com cerca de 559 milhões de crianças já expostas a ondas de calor frequentes, o que representa um risco significativo, pois elas têm menor capacidade de regular a temperatura corporal.

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“A exposição ao calor extremo é medida por um indicador chamado ‘dias-pessoa de calor extremo’, que combina o número de pessoas afetadas e a quantidade de dias em que elas enfrentam temperaturas acima dos limites considerados perigosos”, afirmam os autores do estudo.

O estudo também revela que as regiões mais afetadas pelo estresse térmico incluem a África Subsaariana, o Sul e Sudeste Asiático, a Península Arábica e o Mediterrâneo. Os impactos do calor extremo vão além do desconforto térmico, aumentando o risco de desidratação, insolação, doenças cardiovasculares e respiratórias, e elevando a mortalidade, especialmente entre idosos, crianças, trabalhadores expostos ao ar livre e populações vulneráveis.

Além disso, as altas temperaturas comprometem a produtividade econômica, a agricultura e a segurança alimentar. Regiões tropicais e subtropicais concentram grande parte da nova exposição ao calor extremo, e países em desenvolvimento tendem a sofrer os efeitos mais severos, tanto pela localização geográfica quanto pela menor capacidade de adaptação a eventos climáticos extremos.

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Os cientistas ressaltam a urgência em reduzir as emissões de gases de efeito estufa e em investir em estratégias de adaptação, como sistemas de alerta para ondas de calor, ampliação de áreas verdes urbanas, melhorias na infraestrutura das cidades e proteção às populações mais vulneráveis. O estudo alerta que, se não forem tomadas medidas efetivas para conter o aquecimento global, a exposição ao calor extremo continuará a aumentar nas próximas décadas, ampliando os riscos à saúde humana e aos sistemas econômicos e sociais.

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O aquecimento global intensifica o sofrimento de bilhões de pessoas. Pesquisa na Nature Climate Change aponta crescimento acelerado nos dias de calor extremo nas últimas cinco décadas.

O calor extremo tem impactado um número crescente de pessoas ao redor do mundo. Um estudo recente publicado na revista científica Nature Climate Change revelou que atualmente cerca de 1 bilhão de pessoas a mais enfrentam anualmente temperaturas extremas em comparação com a década de 1970.

A pesquisa, intitulada “A intensificação do estresse térmico global e seu impacto crescente na população humana”, aponta que o número de dias em que as pessoas vivenciam calor extremo aumentou de forma acelerada nas últimas cinco décadas. Esse fenômeno é impulsionado principalmente pelo aquecimento global resultante das atividades humanas.

Na década de 1970, 55% da população mundial experimentava pelo menos 90 dias de forte estresse térmico anualmente. Atualmente, esse número subiu para 70%. O relatório destaca que o impacto do calor extremo é especialmente preocupante para crianças, com cerca de 559 milhões de crianças já expostas a ondas de calor frequentes, o que representa um risco significativo, pois elas têm menor capacidade de regular a temperatura corporal.

“A exposição ao calor extremo é medida por um indicador chamado ‘dias-pessoa de calor extremo’, que combina o número de pessoas afetadas e a quantidade de dias em que elas enfrentam temperaturas acima dos limites considerados perigosos”, afirmam os autores do estudo.

O estudo também revela que as regiões mais afetadas pelo estresse térmico incluem a África Subsaariana, o Sul e Sudeste Asiático, a Península Arábica e o Mediterrâneo. Os impactos do calor extremo vão além do desconforto térmico, aumentando o risco de desidratação, insolação, doenças cardiovasculares e respiratórias, e elevando a mortalidade, especialmente entre idosos, crianças, trabalhadores expostos ao ar livre e populações vulneráveis.

Além disso, as altas temperaturas comprometem a produtividade econômica, a agricultura e a segurança alimentar. Regiões tropicais e subtropicais concentram grande parte da nova exposição ao calor extremo, e países em desenvolvimento tendem a sofrer os efeitos mais severos, tanto pela localização geográfica quanto pela menor capacidade de adaptação a eventos climáticos extremos.

Os cientistas ressaltam a urgência em reduzir as emissões de gases de efeito estufa e em investir em estratégias de adaptação, como sistemas de alerta para ondas de calor, ampliação de áreas verdes urbanas, melhorias na infraestrutura das cidades e proteção às populações mais vulneráveis. O estudo alerta que, se não forem tomadas medidas efetivas para conter o aquecimento global, a exposição ao calor extremo continuará a aumentar nas próximas décadas, ampliando os riscos à saúde humana e aos sistemas econômicos e sociais.

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