Suspeita acumulava dívidas de jogos de azar e já havia recebido ajuda de R$ 40 mil da família; objetos roubados foram repassados na Praça Sete, no Centro da capital mineira.
A Polícia Civil de Minas Gerais revelou novos e chocantes detalhes sobre o assassinato de um casal de idosos em um apartamento no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A autora confessa do crime, uma mulher de 37 anos que trabalhava como diarista para as vítimas, roubou diversos pertences pessoais das vítimas e os vendeu na Região Central de BH pelo valor irrisório de R$ 3.300.
De acordo com o delegado Gustavo Barletta, responsável pela condução das investigações, o inventário completo do que foi subtraído do imóvel e o valor real do prejuízo ainda não puderam ser totalmente calculados, uma vez que os parentes das vítimas seguem abalados.
“A família ainda não conseguiu confirmar exatamente o que foi levado. Sabemos de alguns relógios, anéis, braceletes de ouro e colares, além dos celulares das vítimas. O valor total dos itens também é desconhecido. Mas sabemos que ela vendeu tudo na Praça Sete em BH pelo valor de R$ 3.300”, explicou a autoridade policial.
Vício em apostas e dívida com agiota motivaram o crime
O avanço das investigações apontou que a motivação por trás do duplo homicídio foi estritamente financeira. A diarista enfrentava um severo descontrole financeiro decorrente do vício e do acúmulo de dívidas com plataformas de apostas.
A situação era tão grave que, pouco tempo antes do crime, familiares da suspeita haviam se mobilizado para pagar cerca de R$ 40 mil a um agiota na tentativa de protegê-la de ameaças. Sem conseguir estancar as dívidas, ela planejou o assalto contra os patrões.
Imagens de segurança e andamento do processo
Os corpos do casal de idosos foram localizados no interior do apartamento no último domingo (29). A linha de investigação que levou à identificação da funcionária foi consolidada após a análise técnica das imagens das câmeras de segurança do condomínio. As gravações registraram com precisão os horários exatos de entrada e saída da suspeita no prédio no dia em que os assassinatos foram consumados.
Identificada formalmente como Paola Cirino, a mulher permanece presa. Em posicionamento oficial, a sua equipe de defesa limitou-se a declarar em nota que “os argumentos da defesa serão apresentados no momento oportuno, com base nas provas produzidas durante o processo”. O caso segue em tramitação e sob diligências complementares da Polícia Civil para identificar e responsabilizar os receptadores das joias e celulares roubados.
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