O Ministério da Fazenda revisou suas projeções de inflação para 2026, elevando-as para 5,1%, o que representa um estouro do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Esta informação foi divulgada no boletim Macrofiscal nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026.
Atualmente, o Banco Central (BC) tem como objetivo central a meta de 3%, com limites que variam entre 1,5% e 4,5%. A Fazenda destacou que fatores como a pressão do fenômeno El Niño e os choques nos preços do petróleo influenciarão a elevação dos preços.
O boletim é publicado bimestralmente pela pasta. Na edição anterior, em maio, a previsão era de que a inflação se mantivesse no limite da meta, em 4,5%. No entanto, novos dados indicam uma aceleração nas expectativas de preços, em parte devido ao aumento nos custos de serviços e bens industriais, excluindo o etanol, que estão superando o que havia sido projetado.
“A aceleração nas expectativas dos preços decorre da pressão sobre os serviços e bens industriais”, afirmou a Fazenda.
A atualização também reflete os efeitos colaterais do choque nos preços do petróleo, que ainda não foram totalmente repassados ao consumidor. Além disso, a Fazenda observa que a expectativa de preços de alimentos deve ser mais alta no segundo semestre do que nas previsões anteriores, especialmente com a possibilidade de um El Niño mais intenso.
As expectativas do mercado para a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também apresentaram piora, subindo de 4,9% para 5,3% nas projeções do Focus para 2026.
Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB), que mede o crescimento econômico do país, a Fazenda manteve a projeção em 2,3% para este ano. Essa estabilidade nas projeções do PIB sugere uma expectativa de crescimento moderado, mesmo diante dos desafios inflacionários.
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