O senador apresenta nesta quinta propostas de segurança pública visando 2026. A iniciativa busca superar desgastes recentes em sua pré-candidatura à Presidência.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), decidiu concentrar sua campanha na temática da segurança pública. A estratégia vem após desafios enfrentados, como o pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, e a repercussão negativa do novo tarifaço americano após sua visita a Donald Trump.
Nesta quinta-feira, 18 de junho, em São Paulo, Flávio anunciará propostas para a área de segurança pública, dentro de um pacote intitulado “Brasil sem Medo”. O foco será o combate à criminalidade e às facções terroristas. A presença de aliados durante o anúncio é esperada.
A segurança pública é um tema tradicionalmente forte para a direita, sendo um dos pilares que sustentaram a ascensão do bolsonarismo nas eleições de 2018. Aliados de Flávio acreditam que abordar essa questão é estratégico neste momento da pré-campanha, já que é uma preocupação significativa do eleitorado e permite estabelecer diferenças com o governo Lula (PT).
Após semanas de desgaste e queda nas pesquisas eleitorais, a nova abordagem de Flávio visa reforçar sua imagem e reestabelecer sua conexão com a base. A segurança pública se destaca como um dos principais eixos da disputa presidencial de 2026.
A iniciativa também traz à tona um discurso que Flávio tem utilizado, associando o crescimento das facções criminosas a uma ameaça à segurança nacional. Ele defende medidas mais rígidas para enfrentar o crime organizado, um posicionamento que ressoa com parte do eleitorado.
Para promover o lançamento do “Brasil sem Medo” e gerar expectativa, a pré-campanha de Flávio divulgou um vídeo produzido por inteligência artificial. Nele, Flávio pilota um avião militar e atira em barcos identificados como PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), além de um barco com a identificação do PT, que também aparece no vídeo.
Flávio já havia destacado a segurança pública em críticas a declarações de Lula sobre o tema, mostrando que pretende capitalizar politicamente a decisão de Trump de classificar facções criminosas como organizações terroristas.
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