Um foguete chinês que levava um satélite explodiu apenas 85 segundos após a decolagem nesta segunda-feira (10), no Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, na ilha de Hainan. O episódio representa uma falha relativamente rara para um veículo considerado essencial ao programa espacial de Pequim.
O Long March 7A explodiu em uma grande bola de fogo, e imagens do momento circularam nas redes sociais. A mídia estatal chinesa minimizou o incidente, e a explosão só foi confirmada pela agência estatal Xinhua cerca de três horas após o lançamento. Segundo a agência, o foguete apresentou uma anomalia durante o voo e a causa da falha está sendo investigada.
Nas plataformas locais, os registros do lançamento ficaram restritos, em grande parte, a conteúdo oficial. Vídeos publicados por usuários em serviços como Xiaohongshu e Douyin teriam sido removidos ou tido a visibilidade reduzida nas buscas.
O incidente ocorre em meio à corrida espacial chinesa, com o país buscando se firmar como potência na área até 2050 e competindo com os Estados Unidos em frentes como tecnologia de lançamento reutilizável e pesquisa lunar.
Projetado pela Academia Chinesa de Tecnologia de Veículos de Lançamento, o Long March 7A já havia realizado 17 missões, com apenas uma falha anterior, no voo inaugural em 2020. Trata-se de um foguete de três estágios, com quase 60 metros de comprimento e capacidade de levar até sete toneladas à órbita de transferência geoestacionária — modelo que, ao contrário do reutilizável Zhuque-3, da empresa privada LandSpace, não foi concebido para reutilização.
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