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Tecnologia

Gartner prevê que empresas cancelarão 40% dos projetos de IA agente até 2027

Gartner prevê que mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até o fim de 2027 por falhas na qualidade dos dados e na implementação.

03/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h29
Gartner prevê que empresas cancelarão 40% dos projetos de IA agente até 2027

Gartner aponta que os cancelamentos resultam mais de falhas na implementação do que de limitações técnicas. Organizações aplicam camadas de IA sobre processos inadequados, elevando custos e riscos operacionais.

A previsão da Gartner de que mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até o fim de 2027 chama atenção por confrontar o entusiasmo em torno dessa tecnologia. Se os agentes de IA são uma aposta central para os próximos anos, por que tantos projetos devem ser abandonados?

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A explicação, segundo a Gartner, tem menos a ver com a capacidade técnica dos agentes e mais com a forma como as empresas estão implementando a solução. Os cancelamentos não ocorrem porque os agentes deixam de funcionar, mas porque muitas organizações tentam aplicar uma camada de inteligência sobre processos e bases de dados que já tinham problemas antes da chegada da IA.

Entre as causas apontadas estão o aumento dos custos, a dificuldade de demonstrar valor para o negócio e controles de risco insuficientes — problemas que surgem quando a implantação começa pelo fim, ou seja, pela escolha da ferramenta em vez da preparação dos dados e processos.

Do total de fornecedores que hoje se apresentam como plataformas de IA agêntica, apenas cerca de 130 oferecem tecnologias que realmente se enquadram nessa categoria. O restante é resultado do chamado agent washing, prática em que assistentes de IA, chatbots e automações tradicionais são reposicionados como agentes inteligentes para aproveitar o momento do mercado.

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Em muitas operações, a conversa começou pela ferramenta, quando deveria começar pelos dados. A pergunta principal não é qual agente usar, mas sobre quais informações ele vai operar. É comum encontrar informações acumuladas por anos em planilhas, ERPs, CRMs e outros sistemas que nunca foram integrados. Nessas bases há registros duplicados, dados desatualizados, indicadores inconsistentes e processos diferentes que produzem respostas distintas para a mesma pergunta. Quando um agente passa a operar nesse ambiente, ele não corrige as inconsistências e apenas automatiza decisões baseadas nelas.

Por isso, a Gartner recomenda que organizações priorizem casos de uso com retorno claramente definido e avaliem se a infraestrutura atual é capaz de sustentar esse tipo de automação antes de implementar agentes. A adoção responsável, segundo a consultoria, exige governança de dados e capacidade de transformar registros dispersos em uma base consistente.

Isso não significa que agentes de IA sejam uma promessa vazia. A própria consultoria projeta que, até 2028, uma parcela crescente das decisões operacionais será tomada por agentes autônomos. O potencial existe, mas depende diretamente da qualidade da base sobre a qual esses sistemas vão operar.

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Gartner aponta que os cancelamentos resultam mais de falhas na implementação do que de limitações técnicas. Organizações aplicam camadas de IA sobre processos inadequados, elevando custos e riscos operacionais.

A previsão da Gartner de que mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até o fim de 2027 chama atenção por confrontar o entusiasmo em torno dessa tecnologia. Se os agentes de IA são uma aposta central para os próximos anos, por que tantos projetos devem ser abandonados?

A explicação, segundo a Gartner, tem menos a ver com a capacidade técnica dos agentes e mais com a forma como as empresas estão implementando a solução. Os cancelamentos não ocorrem porque os agentes deixam de funcionar, mas porque muitas organizações tentam aplicar uma camada de inteligência sobre processos e bases de dados que já tinham problemas antes da chegada da IA.

Entre as causas apontadas estão o aumento dos custos, a dificuldade de demonstrar valor para o negócio e controles de risco insuficientes — problemas que surgem quando a implantação começa pelo fim, ou seja, pela escolha da ferramenta em vez da preparação dos dados e processos.

Do total de fornecedores que hoje se apresentam como plataformas de IA agêntica, apenas cerca de 130 oferecem tecnologias que realmente se enquadram nessa categoria. O restante é resultado do chamado agent washing, prática em que assistentes de IA, chatbots e automações tradicionais são reposicionados como agentes inteligentes para aproveitar o momento do mercado.

Em muitas operações, a conversa começou pela ferramenta, quando deveria começar pelos dados. A pergunta principal não é qual agente usar, mas sobre quais informações ele vai operar. É comum encontrar informações acumuladas por anos em planilhas, ERPs, CRMs e outros sistemas que nunca foram integrados. Nessas bases há registros duplicados, dados desatualizados, indicadores inconsistentes e processos diferentes que produzem respostas distintas para a mesma pergunta. Quando um agente passa a operar nesse ambiente, ele não corrige as inconsistências e apenas automatiza decisões baseadas nelas.

Por isso, a Gartner recomenda que organizações priorizem casos de uso com retorno claramente definido e avaliem se a infraestrutura atual é capaz de sustentar esse tipo de automação antes de implementar agentes. A adoção responsável, segundo a consultoria, exige governança de dados e capacidade de transformar registros dispersos em uma base consistente.

Isso não significa que agentes de IA sejam uma promessa vazia. A própria consultoria projeta que, até 2028, uma parcela crescente das decisões operacionais será tomada por agentes autônomos. O potencial existe, mas depende diretamente da qualidade da base sobre a qual esses sistemas vão operar.

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