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Política

Governo Lula se posiciona contra tarifas dos EUA em nota oficial

Governo Lula se manifesta contra tarifas dos EUA em nota oficial, destacando superávit comercial.

16/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h17
Governo Lula se posiciona contra tarifas dos EUA em nota oficial

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nesta quarta-feira (15.jul.2026) uma nota em resposta ao anúncio dos Estados Unidos sobre a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O Planalto classificou a medida como um “marco lastimável” nas relações entre os dois países e informou que tomará medidas conforme a Lei de Reciprocidade, além de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).

No comunicado, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência argumenta que não há justificativa para a decisão americana e contesta a investigação realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que embasou a aplicação das tarifas.

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O governo brasileiro apresentou argumentos ao USTR refutando as alegações de práticas desleais de comércio. A nota menciona questionamentos feitos pelos EUA sobre o sistema de pagamentos Pix, a regulação de plataformas digitais, questões ambientais, propriedade intelectual e o acesso ao mercado de etanol.

De acordo com o Planalto, as acusações contra o Brasil são “descabidas” e “absurdas”. O governo defendeu o Pix como uma infraestrutura pública digital e afirmou que o Brasil reduziu o desmatamento nos biomas a partir de 2023.

O comunicado também traz dados sobre as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, destacando que os norte-americanos acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos. Além disso, em 2025, 76% das importações dos EUA entraram no país sem imposto de importação, e a tarifa média aplicada aos produtos norte-americanos foi de 3,1%.

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Ao final da nota, o governo informa que utilizará o Plano Brasil Soberano para proteger os setores afetados pelas tarifas e continuará buscando novos mercados para os produtos brasileiros. O caso também será levado ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC.

“O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável. O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.”

“Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país. Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil.”

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“O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais.”

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nesta quarta-feira (15.jul.2026) uma nota em resposta ao anúncio dos Estados Unidos sobre a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O Planalto classificou a medida como um “marco lastimável” nas relações entre os dois países e informou que tomará medidas conforme a Lei de Reciprocidade, além de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).

No comunicado, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência argumenta que não há justificativa para a decisão americana e contesta a investigação realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que embasou a aplicação das tarifas.

O governo brasileiro apresentou argumentos ao USTR refutando as alegações de práticas desleais de comércio. A nota menciona questionamentos feitos pelos EUA sobre o sistema de pagamentos Pix, a regulação de plataformas digitais, questões ambientais, propriedade intelectual e o acesso ao mercado de etanol.

De acordo com o Planalto, as acusações contra o Brasil são “descabidas” e “absurdas”. O governo defendeu o Pix como uma infraestrutura pública digital e afirmou que o Brasil reduziu o desmatamento nos biomas a partir de 2023.

O comunicado também traz dados sobre as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, destacando que os norte-americanos acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos. Além disso, em 2025, 76% das importações dos EUA entraram no país sem imposto de importação, e a tarifa média aplicada aos produtos norte-americanos foi de 3,1%.

Ao final da nota, o governo informa que utilizará o Plano Brasil Soberano para proteger os setores afetados pelas tarifas e continuará buscando novos mercados para os produtos brasileiros. O caso também será levado ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC.

“O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável. O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.”

“Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país. Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil.”

“O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais.”

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