O porta-voz do IRGC, general Hossein Mohebbi, disse que ataques entre 6 e 22 de julho atingiram radares, sistemas e aeronaves dos EUA. Segundo ele, as operações causaram 'perdas significativas'.
O porta-voz do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), general Hossein Mohebbi, afirmou que ataques iranianos realizados entre os dias 6 e 22 de julho de 2026 destruíram radares, sistemas militares e aeronaves dos Estados Unidos na região. Segundo ele, essas operações causaram “perdas significativas” às forças norte-americanas.
As declarações foram feitas em uma entrevista à agência estatal iraniana Tasnim, onde o general apresentou um balanço dos equipamentos que, segundo ele, foram atingidos durante o período mencionado.
Mohebbi afirmou que os ataques resultaram na destruição de 7 centros de comando e controle, 3 sistemas de comunicação via satélite e 6 radares de defesa Patriot. O general também declarou que esses equipamentos foram comprometidos, impossibilitando a interceptação de mísseis e drones iranianos.
Além disso, o porta-voz mencionou a destruição de radares de controle aéreo e marítimo, sistemas de alerta antecipado, radares de defesa antimíssil, equipamentos de longo alcance e outros sistemas de monitoramento. Em relação à infraestrutura militar, ele destacou que os ataques atingiram centros de manutenção de caças e helicópteros, estruturas de apoio logístico e depósitos de combustível, armas e peças para navios e aeronaves.
Mohebbi também afirmou que 11 aeronaves e helicópteros foram destruídos em solo, incluindo um caça F-15, uma aeronave P-8, um avião de transporte C-17 e aviões-tanque de reabastecimento. Além disso, 17 drones de reconhecimento e de operações militares foram mencionados como perdidos.
O balanço apresentado pelo general incluiu ataques a instalações de inteligência, que abrangem um centro de processamento de dados vinculado à Amazon, além de depósitos, abrigos de caças e estruturas de lançamento.
Em um contexto mais amplo, o Irã negou uma proposta de cessar-fogo feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que foi transmitida pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, conforme relataram autoridades iranianas e iraquianas. Os detalhes da proposta não foram divulgados, mas fontes iranianas indicaram que o governo não estava interessado em um acordo temporário que não resolvesse a questão do controle do estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo.
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