Declarações do ex-presidente americano sobre o cenário político brasileiro provocaram resposta imediata de Lula. O petista deixou claro que assuntos eleitorais do país não cabem a interferências externas.
A relação entre Brasil e Estados Unidos voltou a ser tema de debate nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, após comentários feitos por Donald Trump sobre o cenário político brasileiro. Durante uma conversa com jornalistas, o ex-presidente dos EUA descreveu o ambiente político do Brasil como “complicado” e se referiu à família Bolsonaro.
As declarações de Trump geraram repercussão imediata em Brasília, levando Luiz Inácio Lula da Silva a responder publicamente. O presidente brasileiro ressaltou a importância do respeito à soberania nacional, afirmando que as questões eleitorais do Brasil devem ser tratadas internamente.
Trump, ao ser questionado sobre sua relação com Lula, mencionou que os dois se encontraram durante a cúpula do G7 e fez uma análise crítica do cenário político brasileiro:
O ex-presidente também afirmou ter recebido informações sobre eventos recentes envolvendo a família Bolsonaro, o que aumentou a tensão da situação.“Sim, eu passei bastante tempo com ele (Lula), na verdade. Tornou-se um país um pouco complicado, não é? Politicamente. Tem sido um pouco perigoso politicamente”.
Durante a entrevista, Trump expressou confusão ao mencionar um dos filhos de Jair Bolsonaro, afirmando:
Essa situação, segundo Trump, reflete uma comparação com o ambiente político dos Estados Unidos:“Tem sido desagradável. Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele (Lula) e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque ele deu uma declaração no Texas.”
As declarações de Trump foram rapidamente respondidas por Lula, que afirmou:“Eles (Brasil) jogam duro, mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos”.
Lula também defendeu o sistema eleitoral brasileiro, destacando a modernidade das urnas eletrônicas e sugerindo que Trump poderia aprender com o modelo brasileiro.“Ele tem direito de ter as preferências eleitorais dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Para mim ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema. Agora, não se meta nas eleições do Brasil porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil. A única coisa que eu quero é o respeito pelo Brasil!”



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