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Aracaju, Quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Monique Medeiros vive ‘segunda prisão’ após soltura, diz advogado

Justiça

Monique Medeiros vive ‘segunda prisão’ após soltura, diz advogado

Monique Medeiros tenta reconstruir a vida após deixar a prisão, enfrentando ameaças.

16/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 06h55
Monique Medeiros vive ‘segunda prisão’ após soltura, diz advogado

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Livre há duas semanas, a ex-professora evita exposição por medo de ameaças. Defensor revela rotina discreta de quem tenta reconstruir a vida após quase cinco anos presa.

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Pouco mais de duas semanas após deixar o sistema prisional, Monique Medeiros tenta reconstruir sua vida longe dos holofotes. Em uma entrevista, o advogado Hugo Novais compartilhou detalhes da rotina da ex-professora após o julgamento que a condenou por tortura por omissão e lhe concedeu perdão judicial pelo homicídio culposo na morte de Henry Borel.

Segundo o defensor, a liberdade conquistada após quase cinco anos de prisão não trouxe um retorno à normalidade. Monique, alvo constante de ameaças e campanhas de ódio nas redes sociais, vive uma espécie de “segunda prisão”, evitando qualquer exposição pública por medo de represálias. “Qualquer tipo de limitação que uma pessoa tenha em virtude de uma ameaça acaba se tornando uma segunda prisão. É claro que isso não se compara ao cárcere, mas a Monique vive acuada. Ela recebe, de diversas formas, campanhas de ódio, e isso faz com que permaneça cada vez mais reservada”, afirmou Hugo.

Desde que deixou o presídio, Monique praticamente não saiu de casa. “Ela não sai. Não vai nem à esquina comprar um refrigerante. A vida dela hoje é extremamente restrita por conta das ameaças que continua recebendo”, revelou o advogado.

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Sem uma rotina profissional e distante da vida social que levava antes da prisão, como idas frequentes à academia e ao salão de beleza, Monique tem dedicado grande parte dos dias ao estudo do próprio processo. Segundo Hugo, a ex-professora passa horas analisando depoimentos, laudos periciais, decisões judiciais e outros documentos produzidos ao longo da investigação e tramitação do caso. “Ela conhece esse processo como poucas pessoas conhecem. Estamos falando de mais de 20 mil páginas que ela estuda diuturnamente”, disse.

Na visão do advogado, a longa batalha judicial impediu Monique de elaborar emocionalmente a morte do filho. “Ela nunca conseguiu viver o luto do Henry. Durante anos, ela precisou sobreviver às acusações, às audiências, aos depoimentos e à prisão. Não houve espaço para viver o luto de forma adequada”, pontuou. Além disso, Monique também precisou lidar com a demissão de um cargo público que ocupava na Prefeitura do Rio de Janeiro.

Hugo criticou a exoneração e afirmou que não ocorreu seguindo os trâmites convencionais, destacando que a demissão não tem compromisso com os princípios constitucionais da administração pública. “Essa demissão tem compromisso com o eleitor, com a politicagem”, declarou. O advogado ainda avalia as circunstâncias da demissão e não descarta a adoção de medidas judiciais futuramente. Atualmente, Monique recebe ajuda financeira de familiares enquanto tenta reorganizar sua vida.

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Apesar da liberdade, a defesa acompanha com atenção a fase recursal do processo. O Ministério Público e a defesa de Dr. Jairinho já apresentaram recursos questionando pontos da decisão do júri. Embora esteja seguro da legalidade do julgamento, Hugo admite que existe um temor natural diante da possibilidade de reavaliação do caso pelos tribunais. “O medo é inerente a qualquer pessoa que trabalhe nesse caso”, afirmou.

Durante a entrevista, Hugo também criticou a forma como sua cliente foi julgada pela opinião pública, sustentando que houve uma cobrança social diferenciada por ela ser mãe. Ele argumentou que parte significativa das críticas dirigidas a Monique decorre da expectativa de que uma mãe seja capaz de prever e impedir qualquer situação de risco envolvendo um filho. “O problema da Monique foi nascer mulher”, concluiu.

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Livre há duas semanas, a ex-professora evita exposição por medo de ameaças. Defensor revela rotina discreta de quem tenta reconstruir a vida após quase cinco anos presa.

Pouco mais de duas semanas após deixar o sistema prisional, Monique Medeiros tenta reconstruir sua vida longe dos holofotes. Em uma entrevista, o advogado Hugo Novais compartilhou detalhes da rotina da ex-professora após o julgamento que a condenou por tortura por omissão e lhe concedeu perdão judicial pelo homicídio culposo na morte de Henry Borel.

Segundo o defensor, a liberdade conquistada após quase cinco anos de prisão não trouxe um retorno à normalidade. Monique, alvo constante de ameaças e campanhas de ódio nas redes sociais, vive uma espécie de “segunda prisão”, evitando qualquer exposição pública por medo de represálias. “Qualquer tipo de limitação que uma pessoa tenha em virtude de uma ameaça acaba se tornando uma segunda prisão. É claro que isso não se compara ao cárcere, mas a Monique vive acuada. Ela recebe, de diversas formas, campanhas de ódio, e isso faz com que permaneça cada vez mais reservada”, afirmou Hugo.

Desde que deixou o presídio, Monique praticamente não saiu de casa. “Ela não sai. Não vai nem à esquina comprar um refrigerante. A vida dela hoje é extremamente restrita por conta das ameaças que continua recebendo”, revelou o advogado.

Sem uma rotina profissional e distante da vida social que levava antes da prisão, como idas frequentes à academia e ao salão de beleza, Monique tem dedicado grande parte dos dias ao estudo do próprio processo. Segundo Hugo, a ex-professora passa horas analisando depoimentos, laudos periciais, decisões judiciais e outros documentos produzidos ao longo da investigação e tramitação do caso. “Ela conhece esse processo como poucas pessoas conhecem. Estamos falando de mais de 20 mil páginas que ela estuda diuturnamente”, disse.

Na visão do advogado, a longa batalha judicial impediu Monique de elaborar emocionalmente a morte do filho. “Ela nunca conseguiu viver o luto do Henry. Durante anos, ela precisou sobreviver às acusações, às audiências, aos depoimentos e à prisão. Não houve espaço para viver o luto de forma adequada”, pontuou. Além disso, Monique também precisou lidar com a demissão de um cargo público que ocupava na Prefeitura do Rio de Janeiro.

Hugo criticou a exoneração e afirmou que não ocorreu seguindo os trâmites convencionais, destacando que a demissão não tem compromisso com os princípios constitucionais da administração pública. “Essa demissão tem compromisso com o eleitor, com a politicagem”, declarou. O advogado ainda avalia as circunstâncias da demissão e não descarta a adoção de medidas judiciais futuramente. Atualmente, Monique recebe ajuda financeira de familiares enquanto tenta reorganizar sua vida.

Apesar da liberdade, a defesa acompanha com atenção a fase recursal do processo. O Ministério Público e a defesa de Dr. Jairinho já apresentaram recursos questionando pontos da decisão do júri. Embora esteja seguro da legalidade do julgamento, Hugo admite que existe um temor natural diante da possibilidade de reavaliação do caso pelos tribunais. “O medo é inerente a qualquer pessoa que trabalhe nesse caso”, afirmou.

Durante a entrevista, Hugo também criticou a forma como sua cliente foi julgada pela opinião pública, sustentando que houve uma cobrança social diferenciada por ela ser mãe. Ele argumentou que parte significativa das críticas dirigidas a Monique decorre da expectativa de que uma mãe seja capaz de prever e impedir qualquer situação de risco envolvendo um filho. “O problema da Monique foi nascer mulher”, concluiu.

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