O matutino da Record deixou para trás a mistura de entretenimento e serviço que o destacava. O avanço do jornalismo policial mudou o perfil do programa e afastou parte do público.
O programa “Hoje em Dia”, da Record, já foi uma das melhores opções nas manhãs da televisão brasileira. Com uma trajetória que se destaca, especialmente no início, o programa conseguiu consolidar uma identidade própria, mesclando entretenimento, comportamento, prestação de serviço, culinária, entrevistas e temas do cotidiano, além de jornalismo.
Essa diversidade de atrações tornava o “Hoje em Dia” diferente, chamando a atenção e surpreendendo o público. No entanto, nos últimos anos, o foco no noticiário policial aumentou significativamente, com uma predominância de casos de violência e forte apelo factual, o que praticamente eliminou a participação do elenco em outros segmentos.
Informar é uma responsabilidade inegável, mas a busca incessante por audiência tem reduzido a diversidade de conteúdos e limitado a capacidade de explorar novos formatos. O que se observa é uma repetição de fórmulas cansativas, resultando em uma programação cada vez mais homogênea e com menos espaços para inovação.
O “Hoje em Dia”, pela história que construiu e pelo sucesso que já alcançou com sua proposta original, possui credenciais suficientes para resgatar essa vocação.
Atualmente, a programação matutina na televisão está nivelada por baixo, com uma predominância do policialesco e conteúdos de baixa qualidade. Há uma preocupação com a audiência que não leva em conta a produção de conteúdos diferenciados, negligenciando que bons patrocinadores não associam suas marcas a conteúdos violentos.
No cenário atual, muito se fala sobre SBT, Globo e Cazé, além da repercussão da competição envolvendo esses canais. Contudo, é importante destacar o trabalho sério do SporTV, que se mantém fiel ao jornalismo de qualidade.
Renata Silveira, narradora da Globo, se destacou em suas transmissões na Bélgica e no Egito, apresentando um tom adequado e uma leitura equilibrada dos jogos. Sua presença em uma Copa do Mundo, narrando diretamente do estádio, é uma consequência natural de seu trabalho consistente.
A repercussão do caso Vozinha, que ganhou notoriedade durante uma transmissão, ilustra o impacto que criadores de conteúdo podem ter na visibilidade de determinados eventos. Em tempos de redes sociais, audiência não se resume apenas a números, mas também a oportunidades e valor de mercado.
Além disso, Leo Dias tem chamado a atenção com suas denúncias relacionadas à CBF, que garantiram uma audiência expressiva no programa “Melhor da Tarde” da Band. A situação do Ibope também tem gerado discussões no SBT sobre a necessidade de medidas mais rigorosas.
Por fim, a insatisfação dos web-repórteres da RedeTV! com os atrasos nos pagamentos e a decisão de não ter mais plateias em alguns programas evidenciam a necessidade de mudanças na abordagem do jornalismo televisivo.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

