Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Pular para o conteúdo

Instrutores de rope jump têm prisão convertida em preventiva após morte de jovem em SP

Justiça

Instrutores de rope jump têm prisão convertida em preventiva após morte de jovem em SP

Justiça de SP converte prisão de instrutores após morte em salto de rope jump.

16/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 07h42
Instrutores de rope jump têm prisão convertida em preventiva após morte de jovem em SP

Publicidade

Três instrutores foram mantidos presos após a morte de Maria Eduarda, 21 anos, arremessada de ponte sem corda de segurança em Limeira. O caso é investigado como homicídio com dolo eventual.

Publicidade

Publicidade

A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão dos três instrutores envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13) em Limeira (SP). A jovem faleceu após ser lançada da Ponte do Esqueleto sem a corda de segurança.

O inquérito policial tipifica o caso como homicídio com dolo eventual, e essa classificação gera discussões jurídicas sobre a diferença entre negligência e dolo no direito penal. A negligência se caracteriza por uma omissão ou falta de cuidado que não prevê um resultado previsível, enquanto o dolo eventual ocorre quando o agente assume o risco de causar a morte, mesmo que não deseje esse resultado.

A decisão judicial enfatiza que, por se tratar de uma atividade de alto risco, a falta de checagens e o arremesso da vítima sem qualquer equipamento essencial são indicativos de uma conduta que vai além de um mero erro. O local do acidente já possuía um histórico de acidentes graves, reforçando a previsibilidade do dano.

“A situação irregular de uma empresa não gera automaticamente responsabilidade criminal, mas pode influenciar significativamente a análise de culpa ou dolo a depender do caso concreto”, explica a advogada criminalista Ana Krasovic sobre a empresa Entre Cordas, que não tinha CNPJ nem autorização municipal.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Beatriz Alaia Colin, especialista em Processo Penal, alerta que a responsabilização pode se estender à cadeia de comando da empresa.

“A responsabilidade jurídica pode alcançar não apenas quem executou o salto, mas também quem exercia poder de gestão e decisão sobre a atividade”, afirma Colin.

Os depoimentos colhidos durante a investigação indicam que os operadores não conseguiram explicar a ausência da corda de segurança, alegando lapsos de memória. Testemunhas relataram que o procedimento de segurança — que exigia a fixação no peitoral e verificação verbal — foi ignorado no salto de Maria Eduarda. Além disso, a tentativa de alguns envolvidos de deixar o local após o acidente foi interpretada como uma demonstração de desprezo pelas consequências do ocorrido.

Publicidade

Uma testemunha afirmou ter visto um funcionário da empresa retirar uma câmera GoPro que estava acoplada ao corpo da jovem logo após a queda de aproximadamente 40 metros. O desaparecimento do equipamento, que poderia fornecer imagens do salto, é considerado crítico pela polícia, pois poderia esclarecer falhas nos protocolos de segurança.

A investigação também registrou que instrutores tentaram deixar o local e trocaram de roupa após o acidente, mantendo silêncio sobre suas ações. A delegada responsável pelo caso apontou que os envolvidos assumiram o risco de causar a morte ao não adotarem as cautelas necessárias em uma atividade de alto risco.

O caso segue sob investigação na Delegacia Seccional de Limeira, e a Justiça fundamentou a conversão da prisão em flagrante em preventiva devido à periculosidade da conduta e à necessidade de garantir a ordem pública.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Publicidade

Três instrutores foram mantidos presos após a morte de Maria Eduarda, 21 anos, arremessada de ponte sem corda de segurança em Limeira. O caso é investigado como homicídio com dolo eventual.

A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão dos três instrutores envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13) em Limeira (SP). A jovem faleceu após ser lançada da Ponte do Esqueleto sem a corda de segurança.

O inquérito policial tipifica o caso como homicídio com dolo eventual, e essa classificação gera discussões jurídicas sobre a diferença entre negligência e dolo no direito penal. A negligência se caracteriza por uma omissão ou falta de cuidado que não prevê um resultado previsível, enquanto o dolo eventual ocorre quando o agente assume o risco de causar a morte, mesmo que não deseje esse resultado.

A decisão judicial enfatiza que, por se tratar de uma atividade de alto risco, a falta de checagens e o arremesso da vítima sem qualquer equipamento essencial são indicativos de uma conduta que vai além de um mero erro. O local do acidente já possuía um histórico de acidentes graves, reforçando a previsibilidade do dano.

“A situação irregular de uma empresa não gera automaticamente responsabilidade criminal, mas pode influenciar significativamente a análise de culpa ou dolo a depender do caso concreto”, explica a advogada criminalista Ana Krasovic sobre a empresa Entre Cordas, que não tinha CNPJ nem autorização municipal.

Beatriz Alaia Colin, especialista em Processo Penal, alerta que a responsabilização pode se estender à cadeia de comando da empresa.

“A responsabilidade jurídica pode alcançar não apenas quem executou o salto, mas também quem exercia poder de gestão e decisão sobre a atividade”, afirma Colin.

Os depoimentos colhidos durante a investigação indicam que os operadores não conseguiram explicar a ausência da corda de segurança, alegando lapsos de memória. Testemunhas relataram que o procedimento de segurança — que exigia a fixação no peitoral e verificação verbal — foi ignorado no salto de Maria Eduarda. Além disso, a tentativa de alguns envolvidos de deixar o local após o acidente foi interpretada como uma demonstração de desprezo pelas consequências do ocorrido.

Uma testemunha afirmou ter visto um funcionário da empresa retirar uma câmera GoPro que estava acoplada ao corpo da jovem logo após a queda de aproximadamente 40 metros. O desaparecimento do equipamento, que poderia fornecer imagens do salto, é considerado crítico pela polícia, pois poderia esclarecer falhas nos protocolos de segurança.

A investigação também registrou que instrutores tentaram deixar o local e trocaram de roupa após o acidente, mantendo silêncio sobre suas ações. A delegada responsável pelo caso apontou que os envolvidos assumiram o risco de causar a morte ao não adotarem as cautelas necessárias em uma atividade de alto risco.

O caso segue sob investigação na Delegacia Seccional de Limeira, e a Justiça fundamentou a conversão da prisão em flagrante em preventiva devido à periculosidade da conduta e à necessidade de garantir a ordem pública.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA