A Justiça de Minas Gerais condenou, nesta segunda-feira (22), uma mulher trans a 15 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte de uma drag queen ocorrida em 2019 no bairro Carlos Prates, região Oeste de Belo Horizonte.
A condenação ocorreu após a análise da denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Segundo o órgão, a motivação do crime permanece indefinida, mas o documento menciona que o homicídio foi cometido por “prazer sádico”.
A vítima, que se apresentava como drag queen, tinha orientação sexual homoafetiva e residia sozinha em um quarto alugado. O MPMG detalhou que, no dia do crime, a ré e a vítima mantiveram relações sexuais no interior do quarto da drag queen. Durante esse encontro, a mulher trans asfixiou a vítima utilizando um “tecido sintético”.
A juíza Fabiana Cardoso Gomes Ferreira, responsável pela sentença, destacou que a ré já possuía condenações anteriores, que não são passíveis de recurso. Além disso, o direito de apelar em liberdade referente à condenação atual foi negado pela magistrada.
Este caso gerou repercussão na sociedade, levantando discussões sobre a violência contra a comunidade LGBTQIA+, além de evidenciar a necessidade de políticas mais eficazes para a proteção de grupos vulneráveis.
“O crime foi cometido com uma motivação que permanece obscura, mas que revela um padrão de violência que não pode ser ignorado”, afirmou a juíza em sua decisão.
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