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Aracaju, Segunda-feira, 20 de julho de 2026
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A VELHA ESTRADA PARA SIMÃO DIAS.

José Almeida Bispo

A VELHA ESTRADA PARA SIMÃO DIAS.

Quando o primeiro sergipano e itabaianense, Simão Dias, o mameluco ou francês, chispou da Cova da Onça, levando seu gado para as Matas do Caiçá, provavelmente o fez pelos povoados Brito Velho e a Gameleira, saindo da grande estrada real para Salvador

19/07/2026 · 17h34
A VELHA ESTRADA PARA SIMÃO DIAS.

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2024, 05, 08, Avenida Maria Alves do Amorim
Hoje, irreconhecível e ignorada, é uma das vias históricas de Itabaiana, na sua ligação com o sertão baiano, e, principalmente, com o lugar colonizado pelo primeiro itabaianense e sergipano, Simão Dias, o mameluco ou francês.
Foto: Avenida Maria Alves do Amorim, Maria Carreiro, Bairro Riacho Doce (Fotograma Air Drone, Helinho, 2024).

De fato, as velhas estradas: a primeira, a do vaqueiro Simão Dias Francês; e a segunda, para a cidade de Simão Dias.
Quando o primeiro sergipano e itabaianense, Simão Dias, o mameluco ou francês, chispou da Cova da Onça, levando seu gado para as Matas do Caiçá, provavelmente o fez pelos povoados Brito Velho e a Gameleira, saindo da grande estrada real para Salvador, depois deste último, quebrando à esquerda, pelo que viria a ser séculos mais tarde, a cidade de São Domingos, e daí atravessando o rio Vaza-Barris, rumando para seu destino.

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Estrada de Simão Dias
À direita, extrato do mapa holandês de 1646, mostrando a primeira ligação interiorana, entre a Bahia e Pernambuco, passando por Itabaiana, e por cujo ramal, até a atual São Domingos, Simão Dias Francês transitou, e a seu gado, em fins de 1640. À direita, extrato do mapa de Porsuit Gonnet, de 1825, ainda o mesmo trajeto.

Essa ligação se manteve até pelo menos 1825, conforme assinalado em mapa daquele ano. Porém, a criação da Comarca de Itabaiana, em 9 de julho de 1859, reatou pra valer, ao menos por breves tempos, a velha ligação ancestral da vila de Itabaiana com a novíssima vila de Simão Dias (foi emancipada em 15/03/1850)que dela, inicialmente fez parte, até 1890, quando então foi criada a comarca própria. Não mais pelo Campo do Brito e a Gameleira, e o que viria depois a ser São Domingos; mas pela Tapera do Sobrado, hoje a sudeste da cidade de Macambira, e Cruz das Almas. E, no atual município de Itabaiana, pelo Bairro Riacho Doce e povoado de Roncador e Taperinha.

2026, 07, 17, Taperinha, cemitério e estrada de Simão Dias
Por essa estrada, por décadas, desde Itabaiana, transitou o estafeta dos Correios, levando e trazendo cartas. Do mesmo modo, usando a mesma, a Justiça se fez presente em Simão Dias, até a criação de sua própria comarca, em 1890. À margem da estrada, à direita, a frente do pequeno cemitério do povoado Taperinha.

Mas, a criação da comarca de Simão Dias; bem como as mudanças no trânsito postal dos Correios, desativaram por completo a ligação, e na atualidade, somente o trajeto entre Itabaiana e o rio Jacoca é identificável.
Recentemente seu início na cidade serrana ganhou bela, porém curta avenida, somente até a zona urbanizada do Bairro Riacho Doce.

Riacho Doce, 1995
Em 1995: ainda traços visíveis da estrada, já sofrendo urbanização, e hoje transformada em bonita avenida, no agora Bairro Riacho Doce.

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2024, 05, 08, Avenida Maria Alves do Amorim
Hoje, irreconhecível e ignorada, é uma das vias históricas de Itabaiana, na sua ligação com o sertão baiano, e, principalmente, com o lugar colonizado pelo primeiro itabaianense e sergipano, Simão Dias, o mameluco ou francês.
Foto: Avenida Maria Alves do Amorim, Maria Carreiro, Bairro Riacho Doce (Fotograma Air Drone, Helinho, 2024).

De fato, as velhas estradas: a primeira, a do vaqueiro Simão Dias Francês; e a segunda, para a cidade de Simão Dias.
Quando o primeiro sergipano e itabaianense, Simão Dias, o mameluco ou francês, chispou da Cova da Onça, levando seu gado para as Matas do Caiçá, provavelmente o fez pelos povoados Brito Velho e a Gameleira, saindo da grande estrada real para Salvador, depois deste último, quebrando à esquerda, pelo que viria a ser séculos mais tarde, a cidade de São Domingos, e daí atravessando o rio Vaza-Barris, rumando para seu destino.

Estrada de Simão Dias
À direita, extrato do mapa holandês de 1646, mostrando a primeira ligação interiorana, entre a Bahia e Pernambuco, passando por Itabaiana, e por cujo ramal, até a atual São Domingos, Simão Dias Francês transitou, e a seu gado, em fins de 1640. À direita, extrato do mapa de Porsuit Gonnet, de 1825, ainda o mesmo trajeto.

Essa ligação se manteve até pelo menos 1825, conforme assinalado em mapa daquele ano. Porém, a criação da Comarca de Itabaiana, em 9 de julho de 1859, reatou pra valer, ao menos por breves tempos, a velha ligação ancestral da vila de Itabaiana com a novíssima vila de Simão Dias (foi emancipada em 15/03/1850)que dela, inicialmente fez parte, até 1890, quando então foi criada a comarca própria. Não mais pelo Campo do Brito e a Gameleira, e o que viria depois a ser São Domingos; mas pela Tapera do Sobrado, hoje a sudeste da cidade de Macambira, e Cruz das Almas. E, no atual município de Itabaiana, pelo Bairro Riacho Doce e povoado de Roncador e Taperinha.

2026, 07, 17, Taperinha, cemitério e estrada de Simão Dias
Por essa estrada, por décadas, desde Itabaiana, transitou o estafeta dos Correios, levando e trazendo cartas. Do mesmo modo, usando a mesma, a Justiça se fez presente em Simão Dias, até a criação de sua própria comarca, em 1890. À margem da estrada, à direita, a frente do pequeno cemitério do povoado Taperinha.

Mas, a criação da comarca de Simão Dias; bem como as mudanças no trânsito postal dos Correios, desativaram por completo a ligação, e na atualidade, somente o trajeto entre Itabaiana e o rio Jacoca é identificável.
Recentemente seu início na cidade serrana ganhou bela, porém curta avenida, somente até a zona urbanizada do Bairro Riacho Doce.

Riacho Doce, 1995
Em 1995: ainda traços visíveis da estrada, já sofrendo urbanização, e hoje transformada em bonita avenida, no agora Bairro Riacho Doce.

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Sobre o autor José de Almeida Bispo

José de Almeida Bispo é radialista, publicitário, jornalista, pesquisador e historiador, e membro da Academia Itabaianense de Letras, Cadeira 27, que tem como patronesse Maria Thetis Nunes.

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