A Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca em três estados contra alvos ligados ao extinto Banco Master. Investigação apura corrupção e lavagem de dinheiro com mandados expedidos pelo STF.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (18), a 9ª fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes relacionadas ao extinto Banco Master. Entre os alvos da operação, estão o senador Jaques Wagner (PT-BA) e Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A investigação apura crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Para essa fase, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.
“O depoimento de Augusto Lima é tratado como peça-chave nas fraudes do principal inquérito da PF sobre a ligação do Master com as empresas Tirreno, Cartus e BRB.”
Augusto Ferreira Lima, conhecido como “Guga Lima”, foi CEO do Banco Master e controlador do Banco Pleno, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) em fevereiro deste ano. O ex-sócio já havia sido preso preventivamente durante a 1ª fase da operação, realizada em novembro de 2025. Nessa ocasião, Daniel Vorcaro também foi detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava viajar para Dubai para fechar negócios.
Na primeira fase da operação, os agentes encontraram um montante significativo de dinheiro na residência de Augusto, totalizando R$1,7 milhão em espécie. Após a prisão, Augusto e outros investigados foram soltos com o uso de tornozeleira eletrônica, conforme determinação da desembargadora Solange Salgado.
Em janeiro deste ano, Augusto foi intimado a prestar esclarecimentos, mas o interrogatório foi cancelado após a defesa informar que optaria pelo silêncio caso não tivesse acesso aos autos e a todas as provas já coletadas. Além disso, o empresário recebeu uma nova intimação da PF para depor em maio, direcionada a ele e a outros investigados sobre possíveis fraudes do banco com o Banco Regional de Brasília (BRB).
A continuidade da investigação e os desdobramentos da operação Compliance Zero são acompanhados de perto, dada a complexidade e a gravidade das acusações que envolvem figuras de destaque no cenário político e financeiro do país.
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