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PF encontra mensagens que citam Wagner como ponte entre Vorcaro e Lula

Política

PF encontra mensagens que citam Wagner como ponte entre Vorcaro e Lula

Mensagens da PF apontam Wagner como possível intermediário entre Vorcaro e Lula.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h14
PF encontra mensagens que citam Wagner como ponte entre Vorcaro e Lula

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Celular de fundador do Banco Master revela diálogos sobre possível intermediação do senador baiano. Wagner nega relação com Vorcaro e rejeita responsabilidade pelas conversas.

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Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, indicam que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi citado como um possível intermediário para encaminhar um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os diálogos, que fazem parte do material apreendido pela PF na investigação sobre o Banco Master, revelam um contexto de proximidade entre os envolvidos.

Em nota enviada, o senador enfatizou que não possui qualquer relação com Daniel Vorcaro e que não pode ser responsabilizado por conversas de terceiros, das quais “sequer participou” e cujo contexto ele “não sabe qual foi”. Jaques Wagner reiterou que “não existiu intermediação e não existe relação”.

A 9ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira (18.jun.2026), resultou em um mandado de busca e apreensão contra Jaques Wagner. A investigação apura suspeitas de que o senador tenha recebido vantagens indevidas do ex-sócio de Vorcaro no banco, Augusto Ferreira Lima, por meio da compra de um apartamento no valor de R$ 2,5 milhões e de pagamentos totalizando R$ 3,5 milhões a uma empresa ligada a um familiar.

De acordo com a Polícia Federal, as mensagens demonstram que Vorcaro mantinha contato frequente com o senador, marcava encontros e tinha acesso direto ao telefone celular de Wagner. Os investigadores afirmam que o fundador do Banco Master exercia influência sobre figuras políticas na Bahia, além de sua relação já identificada com Augusto Ferreira Lima.

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Na troca de mensagens, que menciona Lula, Vorcaro e Fernando Mascarenhas Filho, diretor comercial do Banco Master, dialogaram sobre a percepção de que o banco era próximo ao governo federal, em comparação aos irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da J&F. “A única coisa que falaram que somos próximos do governo, igual irmãos batista são. O que é verdade rsrs”, escreveu Mascarenhas Filho. Vorcaro respondeu: “Isso aí é marketing pra nós. Manda pro Lula e pra base aliada”.

Após essa conversa, Mascarenhas Filho comentou: “Vou mandar então pra tio Guiga e Jaques”, referindo-se ao publicitário baiano Guilherme Sodré, que é considerado um aliado próximo de Jaques Wagner e citado como operador financeiro do grupo. A PF destacou que as conversas sugerem uma proximidade entre Vorcaro e pessoas com poder político na Bahia.

A assessoria do Palácio do Planalto foi contatada para comentar sobre as mensagens, mas não houve resposta até o momento da publicação desta matéria. O texto será atualizado se uma manifestação for recebida.

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Em sua nota, Jaques Wagner reafirmou: “Não existiu intermediação e não existe relação” com Daniel Vorcaro.

A defesa de Augusto Lima também se manifestou, afirmando que as medidas tomadas pela PF são desnecessárias, já que o ex-sócio de Vorcaro está à disposição das autoridades para esclarecer os fatos. A defesa destacou que Lima sempre atuou dentro da legalidade e com transparência.

As investigações sobre as fraudes no Banco Master fazem parte da operação Compliance Zero, que foi autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025. A primeira fase resultou na prisão de importantes executivos da instituição, que foi liquidada pelo BC. O caso agora tramita no STF, sob a supervisão do ministro André Mendonça.

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Celular de fundador do Banco Master revela diálogos sobre possível intermediação do senador baiano. Wagner nega relação com Vorcaro e rejeita responsabilidade pelas conversas.

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, indicam que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi citado como um possível intermediário para encaminhar um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os diálogos, que fazem parte do material apreendido pela PF na investigação sobre o Banco Master, revelam um contexto de proximidade entre os envolvidos.

Em nota enviada, o senador enfatizou que não possui qualquer relação com Daniel Vorcaro e que não pode ser responsabilizado por conversas de terceiros, das quais “sequer participou” e cujo contexto ele “não sabe qual foi”. Jaques Wagner reiterou que “não existiu intermediação e não existe relação”.

A 9ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira (18.jun.2026), resultou em um mandado de busca e apreensão contra Jaques Wagner. A investigação apura suspeitas de que o senador tenha recebido vantagens indevidas do ex-sócio de Vorcaro no banco, Augusto Ferreira Lima, por meio da compra de um apartamento no valor de R$ 2,5 milhões e de pagamentos totalizando R$ 3,5 milhões a uma empresa ligada a um familiar.

De acordo com a Polícia Federal, as mensagens demonstram que Vorcaro mantinha contato frequente com o senador, marcava encontros e tinha acesso direto ao telefone celular de Wagner. Os investigadores afirmam que o fundador do Banco Master exercia influência sobre figuras políticas na Bahia, além de sua relação já identificada com Augusto Ferreira Lima.

Na troca de mensagens, que menciona Lula, Vorcaro e Fernando Mascarenhas Filho, diretor comercial do Banco Master, dialogaram sobre a percepção de que o banco era próximo ao governo federal, em comparação aos irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da J&F. “A única coisa que falaram que somos próximos do governo, igual irmãos batista são. O que é verdade rsrs”, escreveu Mascarenhas Filho. Vorcaro respondeu: “Isso aí é marketing pra nós. Manda pro Lula e pra base aliada”.

Após essa conversa, Mascarenhas Filho comentou: “Vou mandar então pra tio Guiga e Jaques”, referindo-se ao publicitário baiano Guilherme Sodré, que é considerado um aliado próximo de Jaques Wagner e citado como operador financeiro do grupo. A PF destacou que as conversas sugerem uma proximidade entre Vorcaro e pessoas com poder político na Bahia.

A assessoria do Palácio do Planalto foi contatada para comentar sobre as mensagens, mas não houve resposta até o momento da publicação desta matéria. O texto será atualizado se uma manifestação for recebida.

Em sua nota, Jaques Wagner reafirmou: “Não existiu intermediação e não existe relação” com Daniel Vorcaro.

A defesa de Augusto Lima também se manifestou, afirmando que as medidas tomadas pela PF são desnecessárias, já que o ex-sócio de Vorcaro está à disposição das autoridades para esclarecer os fatos. A defesa destacou que Lima sempre atuou dentro da legalidade e com transparência.

As investigações sobre as fraudes no Banco Master fazem parte da operação Compliance Zero, que foi autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025. A primeira fase resultou na prisão de importantes executivos da instituição, que foi liquidada pelo BC. O caso agora tramita no STF, sob a supervisão do ministro André Mendonça.

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