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SpaceX abre capital e agita mercado, mas especialistas pedem cautela

Brasil

SpaceX abre capital e agita mercado, mas especialistas pedem cautela

IPO da SpaceX gera euforia, mas especialistas alertam sobre riscos de investimento.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h56
SpaceX abre capital e agita mercado, mas especialistas pedem cautela

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O maior IPO da história movimenta investidores ao redor do mundo. Mercado aguarda ainda as aberturas de capital da OpenAI e Anthropic, mas especialistas alertam para valuations elevados e riscos reais.

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A abertura de capital da SpaceX se destacou como a maior da história, provocando euforia no mercado financeiro, que aguarda também o IPO da OpenAI e da Anthropic, empresas que podem repetir valuations trilionários. Contudo, Rodrigo Baer, sócio da 14Bis Capital, manifestou ceticismo em relação aos preços discutidos, que ele considera elevados para um investimento seguro.

Durante uma participação no programa “Café com Investidor”, Baer expressou otimismo em relação ao potencial das empresas de tecnologia, mas levantou dúvidas sobre o retorno que esses investimentos podem gerar. “Eu estou otimista no valor que essas empresas vão criar. Eu tenho dúvidas quanto ao retorno no investimento nos preços que estão sendo praticados”, afirmou.

“Para justificar valuations de US$ 1 trilhão a US$ 1,5 trilhão, seria necessário que essas companhias alcançassem um valor de até US$ 10 trilhões no futuro, o que exigiria a substituição de uma grande quantidade de trabalho qualificado, o que considero politicamente inviável”, explicou Baer.

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O analista também destacou que a expectativa de multiplicar investimentos significativos, como US$ 1 trilhão, em três a cinco vezes pode não ser adequada em termos de retorno sobre o risco. Apesar de suas reservas, Baer acredita que as ações devem ser negociadas em alta após os IPOs, devido ao nível elevado de entusiasmo em torno dessas empresas. “Tem tanto buzz, tem tanto excitement, tem tantos fãs dessas empresas, que eu acho que o pessoal não vai necessariamente fazer a conta de retorno nesse capital”, disse.

A ascensão da inteligência artificial trouxe preocupações adicionais no ecossistema de investimentos em tecnologia. Baer mencionou o risco de que grandes plataformas de IA, como Google e Meta, comecem a competir diretamente com as startups que se baseiam em seus serviços. “O que acontece se a sua plataforma quiser comer parte do seu lanche?”, questionou, referindo-se a situações em que as plataformas desenvolvem produtos similares aos das startups, tornando o mercado mais desafiador.

Um exemplo citado foi o lançamento do Claude, uma ferramenta para advogados, pela Anthropic. Isso representa uma ameaça significativa para startups que oferecem soluções jurídicas baseadas em modelos de IA. “Você montou uma empresa para atender advogados ali. A sua vida se tornou materialmente mais difícil”, observou Baer.

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Para enfrentar esses desafios, as empresas precisam se diferenciar, oferecendo produtos que sejam superiores aos das plataformas. Isso pode incluir dados proprietários ou conhecimento profundo de fluxos de trabalho específicos, dificultando a replicação por parte de grandes empresas de tecnologia. A velocidade com que os produtos de IA evoluem agrava ainda mais essa situação, tornando o risco de concorrência mais evidente.

“Na velocidade que os produtos estão andando, é realmente preocupante”, concluiu Baer, ressaltando que esse risco se tornou um dos fatores mais relevantes na avaliação de novos investimentos no setor de tecnologia.

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A abertura de capital da SpaceX se destacou como a maior da história, provocando euforia no mercado financeiro, que aguarda também o IPO da OpenAI e da Anthropic, empresas que podem repetir valuations trilionários. Contudo, Rodrigo Baer, sócio da 14Bis Capital, manifestou ceticismo em relação aos preços discutidos, que ele considera elevados para um investimento seguro.

Durante uma participação no programa “Café com Investidor”, Baer expressou otimismo em relação ao potencial das empresas de tecnologia, mas levantou dúvidas sobre o retorno que esses investimentos podem gerar. “Eu estou otimista no valor que essas empresas vão criar. Eu tenho dúvidas quanto ao retorno no investimento nos preços que estão sendo praticados”, afirmou.

“Para justificar valuations de US$ 1 trilhão a US$ 1,5 trilhão, seria necessário que essas companhias alcançassem um valor de até US$ 10 trilhões no futuro, o que exigiria a substituição de uma grande quantidade de trabalho qualificado, o que considero politicamente inviável”, explicou Baer.

O analista também destacou que a expectativa de multiplicar investimentos significativos, como US$ 1 trilhão, em três a cinco vezes pode não ser adequada em termos de retorno sobre o risco. Apesar de suas reservas, Baer acredita que as ações devem ser negociadas em alta após os IPOs, devido ao nível elevado de entusiasmo em torno dessas empresas. “Tem tanto buzz, tem tanto excitement, tem tantos fãs dessas empresas, que eu acho que o pessoal não vai necessariamente fazer a conta de retorno nesse capital”, disse.

A ascensão da inteligência artificial trouxe preocupações adicionais no ecossistema de investimentos em tecnologia. Baer mencionou o risco de que grandes plataformas de IA, como Google e Meta, comecem a competir diretamente com as startups que se baseiam em seus serviços. “O que acontece se a sua plataforma quiser comer parte do seu lanche?”, questionou, referindo-se a situações em que as plataformas desenvolvem produtos similares aos das startups, tornando o mercado mais desafiador.

Um exemplo citado foi o lançamento do Claude, uma ferramenta para advogados, pela Anthropic. Isso representa uma ameaça significativa para startups que oferecem soluções jurídicas baseadas em modelos de IA. “Você montou uma empresa para atender advogados ali. A sua vida se tornou materialmente mais difícil”, observou Baer.

Para enfrentar esses desafios, as empresas precisam se diferenciar, oferecendo produtos que sejam superiores aos das plataformas. Isso pode incluir dados proprietários ou conhecimento profundo de fluxos de trabalho específicos, dificultando a replicação por parte de grandes empresas de tecnologia. A velocidade com que os produtos de IA evoluem agrava ainda mais essa situação, tornando o risco de concorrência mais evidente.

“Na velocidade que os produtos estão andando, é realmente preocupante”, concluiu Baer, ressaltando que esse risco se tornou um dos fatores mais relevantes na avaliação de novos investimentos no setor de tecnologia.

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