O ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi condenado por unanimidade pelo STF por crime de coação. A pena inclui regime semiaberto e o impede de disputar eleições por até 12 anos.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou apoio ao irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), após a condenação deste pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio classificou a pena como uma “grande injustiça”, alegando que a decisão da Corte seria uma forma de vingança contra Eduardo.
A condenação, anunciada na última terça-feira (17), resultou na inelegibilidade de Eduardo por até 12 anos. Os ministros da Primeira Turma do STF, por unanimidade, impuseram ao ex-deputado uma pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, devido ao crime de coação no curso de um processo que investigou uma tentativa de golpe de Estado no Brasil.
“Mais uma grande injustiça cometida contra o Eduardo Bolsonaro, num processo que é absolutamente nulo sobre qualquer aspecto que se olhe, porque o Alexandre de Moraes, ele deveria se declarar impedido para julgar essa causa, já que em tese ele é a vítima, portanto, ele é parte sim nesse processo”, afirmou Flávio em vídeo publicado nas redes sociais.
Flávio também reforçou que a suspeição de Moraes deveria ser considerada, visto que, segundo ele, a situação se tornou pessoal. “Ele é suspeito para julgar porque é público e notório que virou uma questão pessoal contra o Eduardo Bolsonaro, parece claramente uma vingança”, completou.
A condenação de Eduardo Bolsonaro foi resultado de sua atuação, segundo os ministros, junto a autoridades dos Estados Unidos, para pressionar integrantes do STF e tentar interferir em processos relacionados à tentativa de golpe após as eleições de 2022, com o intuito de beneficiar Jair Bolsonaro, pai de Eduardo e ex-presidente do Brasil.
Além da pena de prisão, a decisão do STF também incluiu uma multa de 50 dias, com um valor de dois salários mínimos cada, totalizando cerca de R$ 162 mil. De acordo com os ministros, por se tratar de uma condenação proferida por um órgão colegiado por crime contra a administração da Justiça, Eduardo ficará impedido de concorrer a eleições desde a data da condenação até 8 anos após o cumprimento total da pena.
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