Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Saúde

SUS inicia uso de tafenoquina pediátrica para tratar malária em crianças

Ministério da Saúde amplia tratamento no SUS para crianças com malária O Ministério da Saúde começou a oferecer, no Sistema Único de Saúde (SUS),...

05/03/2026 · 18h52
SUS inicia uso de tafenoquina pediátrica para tratar malária em crianças

Ministério da Saúde amplia tratamento no SUS para crianças com malária

O Ministério da Saúde começou a oferecer, no Sistema Único de Saúde (SUS), a tafenoquina em apresentação pediátrica de 50 mg para o tratamento da malária em crianças menores de 16 anos e com peso entre 10 kg e 35 kg. O público infantil concentra cerca de 50% dos casos da doença no país, segundo o ministério.

A nova apresentação do fármaco, indicada para malária vivax (Plasmodium vivax), passou a ser utilizada para pessoas com peso acima de 10 kg que não estejam grávidas nem em período de amamentação. O medicamento será administrado em dose única, o que, conforme o ministério, facilita a adesão ao tratamento, elimina completamente o parasita e previne recaídas.

Publicidade

Inicialmente, serão distribuídos 126.120 comprimidos da tafenoquina pediátrica para ampliar o controle da doença no território nacional. O ministério informou ter investido R$ 970 mil na compra do medicamento e já recebido 64.800 doses, que serão encaminhadas às áreas de maior incidência na região Amazônica.

A entrega está sendo realizada de forma gradual, com prioridade para Distritos Sanitários Especiais Indígenas e localidades com alta carga de casos. Entre os territórios que receberão o medicamento estão Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes. O primeiro a ser contemplado foi o DSEI Yanomami, que recebeu 14.550 comprimidos. Esse mesmo território havia sido o primeiro a receber, em 2024, a tafenoquina de 150 mg, destinada a pacientes com mais de 16 anos.

O ministério destacou que o esquema terapêutico disponível até então exigia tratamento por até 14 dias, o que dificultava a adesão, especialmente entre crianças. A nova formulação em dose única permite ajuste conforme o peso infantil e, segundo a pasta, contribui para a interrupção da transmissão da doença.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID
coleta 0

Além da distribuição do medicamento, o Ministério da Saúde informou que mantém ações de monitoramento, controle vetorial, busca ativa e disponibilização de testes rápidos na região Amazônica. Entre 2023 e 2025, somente no território Yanomami houve aumento de 103,7% na realização de testes, crescimento de 116,6% no número de diagnósticos e redução de 70% nos óbitos pela doença.

No âmbito nacional, 2025 registrou 120.659 casos de malária, o menor número desde 1979, com queda de 15% em relação a 2024. Houve também redução de 16% nas áreas indígenas do país. A Amazônia concentra 99% dos casos nacionais; no ano passado foram notificados 117.879 casos na região.

 

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Ministério da Saúde amplia tratamento no SUS para crianças com malária

O Ministério da Saúde começou a oferecer, no Sistema Único de Saúde (SUS), a tafenoquina em apresentação pediátrica de 50 mg para o tratamento da malária em crianças menores de 16 anos e com peso entre 10 kg e 35 kg. O público infantil concentra cerca de 50% dos casos da doença no país, segundo o ministério.

A nova apresentação do fármaco, indicada para malária vivax (Plasmodium vivax), passou a ser utilizada para pessoas com peso acima de 10 kg que não estejam grávidas nem em período de amamentação. O medicamento será administrado em dose única, o que, conforme o ministério, facilita a adesão ao tratamento, elimina completamente o parasita e previne recaídas.

Inicialmente, serão distribuídos 126.120 comprimidos da tafenoquina pediátrica para ampliar o controle da doença no território nacional. O ministério informou ter investido R$ 970 mil na compra do medicamento e já recebido 64.800 doses, que serão encaminhadas às áreas de maior incidência na região Amazônica.

A entrega está sendo realizada de forma gradual, com prioridade para Distritos Sanitários Especiais Indígenas e localidades com alta carga de casos. Entre os territórios que receberão o medicamento estão Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes. O primeiro a ser contemplado foi o DSEI Yanomami, que recebeu 14.550 comprimidos. Esse mesmo território havia sido o primeiro a receber, em 2024, a tafenoquina de 150 mg, destinada a pacientes com mais de 16 anos.

O ministério destacou que o esquema terapêutico disponível até então exigia tratamento por até 14 dias, o que dificultava a adesão, especialmente entre crianças. A nova formulação em dose única permite ajuste conforme o peso infantil e, segundo a pasta, contribui para a interrupção da transmissão da doença.

coleta 0

Além da distribuição do medicamento, o Ministério da Saúde informou que mantém ações de monitoramento, controle vetorial, busca ativa e disponibilização de testes rápidos na região Amazônica. Entre 2023 e 2025, somente no território Yanomami houve aumento de 103,7% na realização de testes, crescimento de 116,6% no número de diagnósticos e redução de 70% nos óbitos pela doença.

No âmbito nacional, 2025 registrou 120.659 casos de malária, o menor número desde 1979, com queda de 15% em relação a 2024. Houve também redução de 16% nas áreas indígenas do país. A Amazônia concentra 99% dos casos nacionais; no ano passado foram notificados 117.879 casos na região.

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA