Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Pular para o conteúdo

Turismo de base comunitária impulsiona economia e cultura no Quilombo Kalunga

Turismo

Turismo de base comunitária impulsiona economia e cultura no Quilombo Kalunga

Turismo de base comunitária no Quilombo Kalunga gera quase R$ 12 milhões e valoriza a cultura local.

25/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 11h46
Turismo de base comunitária impulsiona economia e cultura no Quilombo Kalunga

Publicidade

No coração da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, o turismo se transformou em uma ferramenta de desenvolvimento e valorização da identidade quilombola. Na Comunidade Kalunga do Engenho II, em Cavalcante, o turismo de base comunitária gerou um impacto econômico direto de quase R$ 12 milhões entre 2022 e 2023, atraindo mais de 70 mil visitantes nos últimos três anos, conforme estudo realizado pelo Sebrae Goiás em parceria com a comunidade.

Publicidade

Publicidade

O modelo de turismo adotado na região destaca o protagonismo dos moradores na gestão das atividades turísticas. Os integrantes da comunidade definem as regras de visitação, organizam serviços, conduzem os visitantes e oferecem alimentação, hospedagem e experiências culturais. Para Ana Clévia Guerreiro, coordenadora de Comércio, Serviços e Economias de Futuro do Sebrae Nacional, esse é o aspecto distintivo do turismo de base comunitária.

“Ele se caracteriza pelo protagonismo das pessoas daquele local, daquele destino, daquele território. O visitante se conecta com aquilo que é mais autêntico, com a história, os desafios e as conquistas daquela comunidade.”

A parceria do Sebrae Goiás com o território Kalunga teve início em 2002, com a realização da Cavalgada Científica Kalunga, uma das primeiras iniciativas voltadas ao desenvolvimento do turismo em colaboração com os moradores. Desde então, a parceria evoluiu, incluindo o Projeto Vila Kalunga, cursos de formação para condutores de visitantes e ações de fortalecimento da agricultura familiar.

Priscila Vilarinho, gestora estadual de Turismo do Sebrae Goiás, destaca que o novo ciclo de atuação foi estruturado em quatro pilares: gestão colaborativa do turismo, ordenamento da atividade no território, qualificação das experiências e produtos turísticos, além de promoção e apoio à comercialização. “Todas as iniciativas foram executadas de forma colaborativa, respeitando a identidade, o tempo social da comunidade, seu protagonismo e seu processo de empoderamento”, afirma.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

O impacto econômico do turismo abrange diversos setores da comunidade. Entre 2022 e 2023, a atividade gerou R$ 5 milhões em receita para a Associação Kalunga Comunitária do Engenho II (AKCE), R$ 3,5 milhões para guias e condutores, R$ 1,8 milhão para transportadores e R$ 1,5 milhão para restaurantes. O dinheiro movimenta uma cadeia que envolve agricultura familiar, artesanato, hospedagem, alimentação e serviços de apoio.

O protagonismo feminino é um destaque nesse cenário. Segundo o estudo, 100% dos restaurantes e 75% das hospedagens são administrados por mulheres, que também representam 42% dos condutores de visitantes. Muitas mulheres encontraram no turismo uma oportunidade de renda sem precisar sair da comunidade. Dominga Natália Moreira dos Santos, liderança da Comunidade Kalunga, ressalta que o turismo proporcionou novas oportunidades para mulheres e jovens.

“Minha primeira fonte de renda foi como condutora de visitantes. Fiz o curso com apoio do Sebrae e, a partir daí, comecei minha trajetória no turismo.”

Publicidade

A gestão do turismo é realizada pela associação comunitária, com decisões tomadas em assembleia. Após o pagamento de despesas operacionais, parte dos recursos é destinada a investimentos definidos pela própria comunidade, como melhorias de infraestrutura e apoio a eventos culturais. Priscila Vilarinho ressalta que o sucesso do turismo de base comunitária está ligado ao domínio da comunidade sobre a operação e os benefícios gerados.

O turismo, além de movimentar a economia local, é uma forma de promover a cultura e a identidade quilombola, proporcionando aos visitantes uma experiência autêntica e enriquecedora. A comunidade Kalunga segue buscando maneiras de ampliar suas ofertas turísticas, sempre com foco na valorização de sua cultura e na sustentabilidade do território.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

Publicidade

No coração da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, o turismo se transformou em uma ferramenta de desenvolvimento e valorização da identidade quilombola. Na Comunidade Kalunga do Engenho II, em Cavalcante, o turismo de base comunitária gerou um impacto econômico direto de quase R$ 12 milhões entre 2022 e 2023, atraindo mais de 70 mil visitantes nos últimos três anos, conforme estudo realizado pelo Sebrae Goiás em parceria com a comunidade.

O modelo de turismo adotado na região destaca o protagonismo dos moradores na gestão das atividades turísticas. Os integrantes da comunidade definem as regras de visitação, organizam serviços, conduzem os visitantes e oferecem alimentação, hospedagem e experiências culturais. Para Ana Clévia Guerreiro, coordenadora de Comércio, Serviços e Economias de Futuro do Sebrae Nacional, esse é o aspecto distintivo do turismo de base comunitária.

“Ele se caracteriza pelo protagonismo das pessoas daquele local, daquele destino, daquele território. O visitante se conecta com aquilo que é mais autêntico, com a história, os desafios e as conquistas daquela comunidade.”

A parceria do Sebrae Goiás com o território Kalunga teve início em 2002, com a realização da Cavalgada Científica Kalunga, uma das primeiras iniciativas voltadas ao desenvolvimento do turismo em colaboração com os moradores. Desde então, a parceria evoluiu, incluindo o Projeto Vila Kalunga, cursos de formação para condutores de visitantes e ações de fortalecimento da agricultura familiar.

Priscila Vilarinho, gestora estadual de Turismo do Sebrae Goiás, destaca que o novo ciclo de atuação foi estruturado em quatro pilares: gestão colaborativa do turismo, ordenamento da atividade no território, qualificação das experiências e produtos turísticos, além de promoção e apoio à comercialização. “Todas as iniciativas foram executadas de forma colaborativa, respeitando a identidade, o tempo social da comunidade, seu protagonismo e seu processo de empoderamento”, afirma.

O impacto econômico do turismo abrange diversos setores da comunidade. Entre 2022 e 2023, a atividade gerou R$ 5 milhões em receita para a Associação Kalunga Comunitária do Engenho II (AKCE), R$ 3,5 milhões para guias e condutores, R$ 1,8 milhão para transportadores e R$ 1,5 milhão para restaurantes. O dinheiro movimenta uma cadeia que envolve agricultura familiar, artesanato, hospedagem, alimentação e serviços de apoio.

O protagonismo feminino é um destaque nesse cenário. Segundo o estudo, 100% dos restaurantes e 75% das hospedagens são administrados por mulheres, que também representam 42% dos condutores de visitantes. Muitas mulheres encontraram no turismo uma oportunidade de renda sem precisar sair da comunidade. Dominga Natália Moreira dos Santos, liderança da Comunidade Kalunga, ressalta que o turismo proporcionou novas oportunidades para mulheres e jovens.

“Minha primeira fonte de renda foi como condutora de visitantes. Fiz o curso com apoio do Sebrae e, a partir daí, comecei minha trajetória no turismo.”

A gestão do turismo é realizada pela associação comunitária, com decisões tomadas em assembleia. Após o pagamento de despesas operacionais, parte dos recursos é destinada a investimentos definidos pela própria comunidade, como melhorias de infraestrutura e apoio a eventos culturais. Priscila Vilarinho ressalta que o sucesso do turismo de base comunitária está ligado ao domínio da comunidade sobre a operação e os benefícios gerados.

O turismo, além de movimentar a economia local, é uma forma de promover a cultura e a identidade quilombola, proporcionando aos visitantes uma experiência autêntica e enriquecedora. A comunidade Kalunga segue buscando maneiras de ampliar suas ofertas turísticas, sempre com foco na valorização de sua cultura e na sustentabilidade do território.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA