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Trump diz que ‘prenderam um Bolsonaro’ que liderava pesquisas no Brasil

Trump confunde Eduardo e Flávio Bolsonaro ao comentar sobre condenação do STF.

17/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h55
Trump diz que ‘prenderam um Bolsonaro’ que liderava pesquisas no Brasil

Durante o G7, Trump confundiu os filhos de Jair Bolsonaro ao comentar a condenação de Eduardo pelo STF. O presidente americano afirmou que o preso 'ia bem nas pesquisas', numa referência equivocada a Flávio Bolsonaro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causou confusão ao mencionar Eduardo Bolsonaro, confundindo-o com o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, durante a cúpula do G7, realizada na França nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026. A afirmação de Trump ocorreu em meio a comentários sobre a condenação de Eduardo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo que julgava seu pai, Jair Bolsonaro, em relação a uma trama golpista.

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Trump disse: “prenderam um Bolsonaro” que estava “indo bem nas pesquisas”. Ele também comentou sobre seu encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não esclareceu se o diálogo ocorreu de forma informal ou oficial. O presidente norte-americano declarou: “Passei bastante tempo com ele [Lula], na verdade. É um país um pouco complicado, politicamente. Um pouco perigoso, politicamente. Tem sido uma bagunça. Ouvi dizer que prenderam alguém que estava concorrendo a um cargo hoje. Descobri isso depois que fomos embora. Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e soube que prenderam o Bolsonaro Jr [sic]. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque ele fez uma declaração no Texas. Eles o prenderam, ou querem prendê-lo. Eles estão tramando algo. Acho que isso resume tudo”.

O presidente Trump não esclareceu se discutiu com Lula questões relacionadas às tarifas ou a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. Na noite de terça-feira, 16 de junho, ambos se cumprimentaram durante um evento social, mas não apareceram juntos publicamente depois disso. A tensão entre Brasil e Estados Unidos, que havia diminuído após a visita de Lula à Casa Branca em 7 de maio, aumentou com a proposta do governo norte-americano de novas tarifas sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais desleais por parte do Brasil.

Sobre a condenação de Eduardo, Trump também cometeu um erro ao afirmar que ele havia sido preso. Na segunda-feira, 15 de junho, o ex-deputado federal autoexilado foi condenado pela 1ª Turma do STF, com um placar de 4 a 0. Eduardo é acusado de ter pressionado ministros do STF nos Estados Unidos durante o julgamento da ação penal contra seu pai, que está em prisão domiciliar desde março de 2026. O ministro Alexandre de Moraes ressaltou que Eduardo tentou usar sanções e tarifas aplicadas pelos Estados Unidos para intimidar o Supremo e beneficiar seu pai, afirmando que suas condutas não eram simples manifestações políticas nem estavam protegidas pela liberdade de expressão.

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Moraes também mencionou que Eduardo e Paulo Figueiredo levaram documentos da Justiça brasileira a autoridades dos EUA na tentativa de justificar medidas contra autoridades brasileiras, ligando as ameaças diretamente ao julgamento da ação penal de Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, participou de uma breve conversa com Trump em Washington no dia 26 de maio, com imagens divulgadas um dia depois da proposta de tarifas sobre produtos brasileiros. Trump publicou as fotos em seu perfil na rede Truth Social, onde também aparecem Eduardo e Paulo Figueiredo. Esta divulgação ocorreu após uma série de anúncios do governo norte-americano relacionados ao Brasil, incluindo a proposta de uma tarifa de 25% sobre uma ampla lista de produtos importados do Brasil, com Lula responsabilizando Flávio e Eduardo por articularem essa medida visando prejudicar sua candidatura à reeleição.

A decisão final sobre a aplicação da tarifa caberá a Trump, e o documento do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) lista como alvos da apuração temas que incluem comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção e proteção à propriedade intelectual, entre outros.

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Durante o G7, Trump confundiu os filhos de Jair Bolsonaro ao comentar a condenação de Eduardo pelo STF. O presidente americano afirmou que o preso 'ia bem nas pesquisas', numa referência equivocada a Flávio Bolsonaro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causou confusão ao mencionar Eduardo Bolsonaro, confundindo-o com o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, durante a cúpula do G7, realizada na França nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026. A afirmação de Trump ocorreu em meio a comentários sobre a condenação de Eduardo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo que julgava seu pai, Jair Bolsonaro, em relação a uma trama golpista.

Trump disse: “prenderam um Bolsonaro” que estava “indo bem nas pesquisas”. Ele também comentou sobre seu encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não esclareceu se o diálogo ocorreu de forma informal ou oficial. O presidente norte-americano declarou: “Passei bastante tempo com ele [Lula], na verdade. É um país um pouco complicado, politicamente. Um pouco perigoso, politicamente. Tem sido uma bagunça. Ouvi dizer que prenderam alguém que estava concorrendo a um cargo hoje. Descobri isso depois que fomos embora. Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e soube que prenderam o Bolsonaro Jr [sic]. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque ele fez uma declaração no Texas. Eles o prenderam, ou querem prendê-lo. Eles estão tramando algo. Acho que isso resume tudo”.

O presidente Trump não esclareceu se discutiu com Lula questões relacionadas às tarifas ou a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. Na noite de terça-feira, 16 de junho, ambos se cumprimentaram durante um evento social, mas não apareceram juntos publicamente depois disso. A tensão entre Brasil e Estados Unidos, que havia diminuído após a visita de Lula à Casa Branca em 7 de maio, aumentou com a proposta do governo norte-americano de novas tarifas sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais desleais por parte do Brasil.

Sobre a condenação de Eduardo, Trump também cometeu um erro ao afirmar que ele havia sido preso. Na segunda-feira, 15 de junho, o ex-deputado federal autoexilado foi condenado pela 1ª Turma do STF, com um placar de 4 a 0. Eduardo é acusado de ter pressionado ministros do STF nos Estados Unidos durante o julgamento da ação penal contra seu pai, que está em prisão domiciliar desde março de 2026. O ministro Alexandre de Moraes ressaltou que Eduardo tentou usar sanções e tarifas aplicadas pelos Estados Unidos para intimidar o Supremo e beneficiar seu pai, afirmando que suas condutas não eram simples manifestações políticas nem estavam protegidas pela liberdade de expressão.

Moraes também mencionou que Eduardo e Paulo Figueiredo levaram documentos da Justiça brasileira a autoridades dos EUA na tentativa de justificar medidas contra autoridades brasileiras, ligando as ameaças diretamente ao julgamento da ação penal de Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, participou de uma breve conversa com Trump em Washington no dia 26 de maio, com imagens divulgadas um dia depois da proposta de tarifas sobre produtos brasileiros. Trump publicou as fotos em seu perfil na rede Truth Social, onde também aparecem Eduardo e Paulo Figueiredo. Esta divulgação ocorreu após uma série de anúncios do governo norte-americano relacionados ao Brasil, incluindo a proposta de uma tarifa de 25% sobre uma ampla lista de produtos importados do Brasil, com Lula responsabilizando Flávio e Eduardo por articularem essa medida visando prejudicar sua candidatura à reeleição.

A decisão final sobre a aplicação da tarifa caberá a Trump, e o documento do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) lista como alvos da apuração temas que incluem comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção e proteção à propriedade intelectual, entre outros.

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