A Polícia Civil do Paraná indiciou um homem na segunda-feira (13/7) por agredir sua filha de 3 anos com um chute, em um episódio registrado por câmeras de segurança em Francisco Beltrão, no sudoeste do estado. O suspeito, cuja identidade não foi divulgada, está preso preventivamente desde a última quinta-feira (9/7).
O indiciamento ocorreu pelos crimes de lesão corporal em contexto de violência doméstica e tortura contra as crianças, que incluem a filha de 3 anos e um menino de 5 anos. O caso ganhou notoriedade após as imagens da agressão se tornarem conhecidas.
A investigação teve início após o incidente ocorrido no dia 5 de julho, quando o homem, responsável pelas crianças, foi filmado agredindo a filha em uma via pública. Em seu depoimento, ele admitiu a agressão, justificando que agiu motivado pelo choro da criança, embora não se lembrasse completamente dos detalhes do ocorrido.
“O terceiro fato que nós investigamos está relacionado ao excesso de castigo. Informações colhidas indicam que o suspeito determinava que as duas crianças ajoelhassem sobre tampinhas de garrafa, milho e feijão como forma de castigá-las”, disse o delegado responsável pela investigação.
Além do caso de agressão registrado em 5 de julho, a Polícia Civil identificou outros dois episódios de violência envolvendo as mesmas crianças. No dia 2 de julho, o menino teria sido agredido no rosto com um pedaço de madeira, e fotos das lesões foram anexadas ao inquérito, que recebeu laudo pericial.
A análise das condições em que as crianças viviam revelou que elas eram submetidas a castigos considerados cruéis. Por conta do intenso sofrimento físico e psicológico causado pelas punições, o homem foi também indiciado por tortura, conforme a Lei nº 9.455/1997.
O inquérito foi finalizado com base em avaliações psicológicas da rede de proteção às vítimas, depoimentos de familiares e testemunhas, além das gravações das câmeras de segurança. A Justiça também concedeu medidas protetivas para garantir a segurança da mãe das crianças, dos menores e de testemunhas, visando preservar a integridade física de todos os envolvidos.
O indiciado permanece preso, e segundo informações da Polícia Civil, ele não possui antecedentes criminais no estado do Paraná.

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