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Governo aprova suspensão de dívidas da Eletronuclear referentes a Angra 3

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Governo aprova suspensão de dívidas da Eletronuclear referentes a Angra 3

O CNPE aprova suspensão de dívidas da Eletronuclear referentes a Angra 3, paralisada desde 2015.

14/07/2026 · 20h57
Governo aprova suspensão de dívidas da Eletronuclear referentes a Angra 3

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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14/07/2026), uma resolução que reconhece como de “interesse público” o pedido da estatal Eletronuclear para a suspensão temporária das dívidas relacionadas às obras da usina de Angra 3, que estão paralisadas desde 2015.

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A decisão do CNPE abre caminho para que a Eletronuclear negocie seus débitos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal. A estatal tem enfrentado desafios financeiros, gastando cerca de R$ 1 bilhão por ano para manter o empreendimento inativo, dos quais R$ 800 milhões são destinados ao pagamento das dívidas junto ao BNDES e à Caixa.

A Eletronuclear solicitou aos bancos a adoção de um mecanismo financeiro conhecido como “stand still”, que permite a uma companhia estender o prazo das dívidas. A resolução aprovada pelo CNPE dá respaldo para que o BNDES e a Caixa avaliem a viabilidade da solicitação, seguindo suas normativas internas e a legislação vigente sobre operações de crédito e garantias. Importante ressaltar que a decisão não altera os contratos de financiamento existentes, nem suspende os pagamentos das dívidas ou impõe novas obrigações aos bancos.

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A Eletronuclear, responsável pela operação das usinas nucleares no Brasil, enfrenta uma série de problemas financeiros e contraiu diversas dívidas nos últimos anos. As obras de Angra 3, que foram iniciadas na década de 1980, foram interrompidas em razão de desdobramentos da Operação Lava-Jato e denúncias de corrupção. No entanto, não há previsão para a retomada ou conclusão da construção da usina.

Estudos do governo indicam que aproximadamente 66% do projeto já foram finalizados, com um investimento total de cerca de R$ 12 bilhões. De acordo com um levantamento do BNDES, finalizar a usina custaria em torno de R$ 24 bilhões, o que é considerado mais vantajoso do que abandonar a obra, que poderia gerar um prejuízo de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões sem produzir energia.

Após a reunião do CNPE, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, expressou sua defesa pela continuidade do projeto, afirmando que a Eletronuclear tem a intenção de retomar as obras ainda neste ano. Em sua declaração, o ministro ressaltou a importância de concluir Angra 3, afirmando: “O que os olhos não veem, o coração não sente. Então, tem que ver lá o que nós temos na Angra 3, porque qualquer um vai compreender que é muito mais importante terminar a Angra 3 do que enterrar os investimentos já feitos ali.”

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Silveira também atribuiu as dívidas da estatal ao governo anterior, afirmando que bilhões foram gastos em contratações sem a devida aprovação do CNPE. “Estamos recuperando a empresa, estamos reestruturando a empresa, estamos prolongando o prazo das dívidas da empresa, quer dizer, submetendo aos credores, BNDES, Caixa e outros credores para poder estender o prazo”, concluiu.

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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14/07/2026), uma resolução que reconhece como de “interesse público” o pedido da estatal Eletronuclear para a suspensão temporária das dívidas relacionadas às obras da usina de Angra 3, que estão paralisadas desde 2015.

A decisão do CNPE abre caminho para que a Eletronuclear negocie seus débitos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal. A estatal tem enfrentado desafios financeiros, gastando cerca de R$ 1 bilhão por ano para manter o empreendimento inativo, dos quais R$ 800 milhões são destinados ao pagamento das dívidas junto ao BNDES e à Caixa.

A Eletronuclear solicitou aos bancos a adoção de um mecanismo financeiro conhecido como “stand still”, que permite a uma companhia estender o prazo das dívidas. A resolução aprovada pelo CNPE dá respaldo para que o BNDES e a Caixa avaliem a viabilidade da solicitação, seguindo suas normativas internas e a legislação vigente sobre operações de crédito e garantias. Importante ressaltar que a decisão não altera os contratos de financiamento existentes, nem suspende os pagamentos das dívidas ou impõe novas obrigações aos bancos.

A Eletronuclear, responsável pela operação das usinas nucleares no Brasil, enfrenta uma série de problemas financeiros e contraiu diversas dívidas nos últimos anos. As obras de Angra 3, que foram iniciadas na década de 1980, foram interrompidas em razão de desdobramentos da Operação Lava-Jato e denúncias de corrupção. No entanto, não há previsão para a retomada ou conclusão da construção da usina.

Estudos do governo indicam que aproximadamente 66% do projeto já foram finalizados, com um investimento total de cerca de R$ 12 bilhões. De acordo com um levantamento do BNDES, finalizar a usina custaria em torno de R$ 24 bilhões, o que é considerado mais vantajoso do que abandonar a obra, que poderia gerar um prejuízo de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões sem produzir energia.

Após a reunião do CNPE, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, expressou sua defesa pela continuidade do projeto, afirmando que a Eletronuclear tem a intenção de retomar as obras ainda neste ano. Em sua declaração, o ministro ressaltou a importância de concluir Angra 3, afirmando: “O que os olhos não veem, o coração não sente. Então, tem que ver lá o que nós temos na Angra 3, porque qualquer um vai compreender que é muito mais importante terminar a Angra 3 do que enterrar os investimentos já feitos ali.”

Silveira também atribuiu as dívidas da estatal ao governo anterior, afirmando que bilhões foram gastos em contratações sem a devida aprovação do CNPE. “Estamos recuperando a empresa, estamos reestruturando a empresa, estamos prolongando o prazo das dívidas da empresa, quer dizer, submetendo aos credores, BNDES, Caixa e outros credores para poder estender o prazo”, concluiu.

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