Trabalhadores marítimos interromperam entrada e saída de navios em todos os portos graneleiros da Argentina, diz CIARA-CEC. A paralisação, motivada por protesto após decreto governamental, pode afetar o mercado global.
Uma greve de trabalhadores do setor marítimo está impedindo a entrada e saída de navios nos portos argentinos de grãos. A câmara que representa exportadores e processadores de grãos, CIARA-CEC, confirmou que a paralisação interrompeu as atividades de um dos principais fornecedores mundiais de grãos.
Gustavo Idígoras, presidente da CIARA-CEC, informou que a greve paralisou as operações em todos os portos graneleiros do país, o que pode ter um impacto significativo no mercado internacional de grãos.
A paralisação ocorre após a publicação de um decreto pelo governo argentino que desregulamenta os serviços de navegação fluvial. Um sindicato que representa práticos e comandantes fluviais expressou preocupação de que essas mudanças possam reduzir a demanda por práticos argentinos, colocando assim empregos em risco.
O sindicato informou que está preparando uma ação judicial para contestar o decreto.
A Argentina se destaca como o maior exportador mundial de farelo e óleo de soja, além de ser um importante fornecedor de milho e trigo. A maior parte dos embarques desses produtos passa pelos portos ao longo do rio Paraná, o que torna a greve ainda mais preocupante para o comércio internacional.
Até o momento, não há informações claras sobre a duração da greve nem sobre a quantidade de embarcações afetadas. A situação gerou apreensão no mercado, com possíveis repercussões nas cadeias de suprimento de grãos em todo o mundo.
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