As processadoras de suco Maratá Sucos e Tropfruit, instaladas em Estância (SE), confirmaram novos aportes para ampliar a capacidade de recebimento e processamento de laranja nas próximas safras de Sergipe e da Bahia. Os anúncios foram feitos durante visita técnica do Sistema Faese/Senar às duas unidades.
Maratá Sucos eleva capacidade em 20%
Após registrar supersafra em 2025, quando recebeu até 200 caminhões por dia, a Maratá decidiu ampliar em 20% sua estrutura industrial. A empresa comprou cinco novas extratoras, que entrarão em operação entre fevereiro e março de 2026, totalizando 25 máquinas e capacidade de 1.100 toneladas processadas diariamente.
“O volume de fruta chegou a níveis que não víamos há alguns anos. Estamos nos preparando para o futuro, focados em eficiência, armazenamento e qualidade”, disse Rodrigo Santana, gerente de controladoria.
Para armazenar o suco, oito tanques refrigerados com capacidade de mil toneladas cada foram instalados. A diretora Carol Vieira informou que também houve incremento no número de tambores refrigerados em Estância e em unidades de apoio na Europa, assegurando o escoamento internacional.
Tropfruit comemora 25 anos com nova planta na Bahia
Exportando para 32 países e tendo a laranja como 70% do portfólio, a Tropfruit construirá uma fábrica em Inhambupe (BA), dentro da própria fazenda do grupo. A unidade, prevista para iniciar atividades em meados de 2027, terá 20 extratoras na estreia, com possibilidade de expansão para 36.
Em Estância, a companhia adicionará novos tanques de refrigeração e linhas de ultrafiltração para melhorar a clarificação do suco. Quatro extratoras adicionais serão instaladas em janeiro de 2026.
Mesmo com retração de 15% no consumo de sucos no mercado interno, a empresa mantém investimentos em tecnologia e sustentabilidade, além de diversificar a produção com maracujá, caju e abacaxi. O administrador Diorane Araújo destacou a exportação de d-limoneno, óleo essencial de laranja usado pelas indústrias alimentícia e cosmética.
Acompanhamento do Sistema Faese/Senar
A economista Paloma Gois, da Faese, observou que os aportes reforçam a competitividade do setor citrícola diante de custos logísticos elevados. Para o supervisor da Assistência Técnica e Gerencial, Isau Almeida, o aumento da produtividade no campo, resultado de manejo mais técnico e genética aprimorada, sustenta a demanda industrial.
O presidente do Sistema Faese/Senar, Gustavo Dias, avaliou que os investimentos indicam maturidade e cooperação na cadeia citrícola, fortalecendo Sergipe como polo do agronegócio.
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