Pesquisadores utilizam materiais acessíveis para salvar animais feridos; novo método desenvolvido em São Cristóvão promete popularizar cirurgias complexas na veterinária.
Ciência Sergipana de Baixo Custo
A reconstrução de cascos em quelônios (jabutis, cágados e tartarugas) é um procedimento tradicionalmente caro, envolvendo resinas importadas e tecnologias que muitas vezes são inacessíveis para centros de triagem de animais silvestres ou tutores de baixa renda.
A inovação da UFS reside na adaptação de materiais nacionais e técnicas de engenharia de tecidos que permitem uma cicatrização eficiente e segura, devolvendo a proteção natural ao animal sem o peso financeiro das técnicas convencionais. Segundo os pesquisadores ouvidos pelo G1 Sergipe, o objetivo é que o método possa ser replicado em clínicas de todo o país.
Impacto na Fauna Silvestre
Jabutis são frequentemente vítimas de atropelamentos, quedas ou ataques de cães, o que resulta em fraturas graves no casco. Como o casco é uma extensão viva da coluna e das costelas do animal, essas lesões podem ser fatais sem intervenção.
- Economia: Redução de custos que permite atender um volume maior de animais.
- Sustentabilidade: Uso de insumos mais simples e menos agressivos ao meio ambiente.
- Educação: O projeto envolve alunos de graduação e pós-graduação da UFS, consolidando Sergipe como polo de medicina de animais silvestres.
Resumo da Inovação
- Instituição: Universidade Federal de Sergipe (UFS).
- Vantagem Principal: Custo 90% menor que o mercado tradicional.
- Aplicação: Reconstrução estética e funcional de cascos de quelônios feridos.
- Próximo Passo: Publicação em revistas científicas internacionais para padronização do protocolo.
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