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Aracaju, Quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Justiça Federal suspende votação de PL que prevê moradias em área de catadoras de mangaba na Barra

Justiça

Justiça Federal suspende votação de PL que prevê moradias em área de catadoras de mangaba na Barra

Liminar da 3ª Vara suspende tramitação em regime de urgência na Câmara de Vereadores da Barra dos Coqueiros nesta quinta-feira (16); terreno está no centro de impasse entre extrativistas e Prefeitura.

16/07/2026 · 16h41
Justiça Federal suspende votação de PL que prevê moradias em área de catadoras de mangaba na Barra

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Liminar da 3ª Vara suspende tramitação em regime de urgência na Câmara de Vereadores da Barra dos Coqueiros nesta quinta-feira (16); terreno está no centro de impasse entre extrativistas e Prefeitura.

A Justiça Federal em Sergipe determinou a suspensão imediata da votação do Projeto de Lei (PL) que prevê a construção de habitações populares em um terreno anteriormente doado à Associação das Catadoras de Mangaba, no município de Barra dos Coqueiros, na Grande Aracaju. A apreciação da proposta pela Câmara de Vereadores estava agendada para ocorrer na sessão desta quinta-feira (16).

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A decisão liminar foi concedida pela 3ª Vara da Justiça Federal em Sergipe no âmbito de um mandado de segurança impetrado para resguardar a área.

Intervenção judicial e suspensão da urgência

Com a determinação da magistratura federal, o andamento do projeto sofreu um freio substancial:

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  • Fim da urgência: Fica suspenso o regime de urgência da proposta na Casa Legislativa, impedindo que os vereadores realizem a votação neste momento;
  • Bloqueio de destinação: A Justiça proibiu a prefeitura e qualquer outro órgão de realizar qualquer ato administrativo que altere a destinação ou posse do terreno em litígio.

O impasse ganhou contornos judiciais após intensa mobilização das trabalhadoras extrativistas, que recorreram aos órgãos de proteção aos direitos de comunidades tradicionais para deter a tramitação célere do projeto no parlamento municipal.

Os dois lados do impasse territorial

O terreno em questão tem gerado debates acalorados na Barra dos Coqueiros devido ao choque de interesses entre a preservação ambiental e o desenvolvimento urbano:

  • As Catadoras de Mangaba: Defendem a manutenção do território tradicional para a preservação das mangabeiras nativas e a continuidade da atividade extrativista artesanal. Para a comunidade, a área é uma reserva cultural e de biodiversidade indispensável para a subsistência financeira e a identidade de dezenas de famílias locais.
  • A Prefeitura Municipal: Argumenta que a área doada se encontrava inativa e sem uso prático pela associação. A gestão defende que a revogação da doação visa atender ao interesse público, direcionando o espaço para a implantação de loteamentos ou moradias voltadas a famílias carentes que necessitam de habitação popular.

Com a decisão liminar da Justiça Federal, o projeto de lei permanecerá travado no Legislativo municipal até que o mérito da ação seja devidamente julgado, garantindo a permanência provisória das catadoras na área.

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Liminar da 3ª Vara suspende tramitação em regime de urgência na Câmara de Vereadores da Barra dos Coqueiros nesta quinta-feira (16); terreno está no centro de impasse entre extrativistas e Prefeitura.

A Justiça Federal em Sergipe determinou a suspensão imediata da votação do Projeto de Lei (PL) que prevê a construção de habitações populares em um terreno anteriormente doado à Associação das Catadoras de Mangaba, no município de Barra dos Coqueiros, na Grande Aracaju. A apreciação da proposta pela Câmara de Vereadores estava agendada para ocorrer na sessão desta quinta-feira (16).

A decisão liminar foi concedida pela 3ª Vara da Justiça Federal em Sergipe no âmbito de um mandado de segurança impetrado para resguardar a área.

Intervenção judicial e suspensão da urgência

Com a determinação da magistratura federal, o andamento do projeto sofreu um freio substancial:

  • Fim da urgência: Fica suspenso o regime de urgência da proposta na Casa Legislativa, impedindo que os vereadores realizem a votação neste momento;
  • Bloqueio de destinação: A Justiça proibiu a prefeitura e qualquer outro órgão de realizar qualquer ato administrativo que altere a destinação ou posse do terreno em litígio.

O impasse ganhou contornos judiciais após intensa mobilização das trabalhadoras extrativistas, que recorreram aos órgãos de proteção aos direitos de comunidades tradicionais para deter a tramitação célere do projeto no parlamento municipal.

Os dois lados do impasse territorial

O terreno em questão tem gerado debates acalorados na Barra dos Coqueiros devido ao choque de interesses entre a preservação ambiental e o desenvolvimento urbano:

  • As Catadoras de Mangaba: Defendem a manutenção do território tradicional para a preservação das mangabeiras nativas e a continuidade da atividade extrativista artesanal. Para a comunidade, a área é uma reserva cultural e de biodiversidade indispensável para a subsistência financeira e a identidade de dezenas de famílias locais.
  • A Prefeitura Municipal: Argumenta que a área doada se encontrava inativa e sem uso prático pela associação. A gestão defende que a revogação da doação visa atender ao interesse público, direcionando o espaço para a implantação de loteamentos ou moradias voltadas a famílias carentes que necessitam de habitação popular.

Com a decisão liminar da Justiça Federal, o projeto de lei permanecerá travado no Legislativo municipal até que o mérito da ação seja devidamente julgado, garantindo a permanência provisória das catadoras na área.

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