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Aracaju, Quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Cencosud adquire St. Marche durante recuperação judicial da rede de supermercados

Política

Cencosud adquire St. Marche durante recuperação judicial da rede de supermercados

Cencosud compra St. Marche durante recuperação judicial do Grupo Hortus, visando preservar empregos.

24/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 21h52
Cencosud adquire St. Marche durante recuperação judicial da rede de supermercados

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O conglomerado chileno Cencosud firmou um acordo para a aquisição total das operações da St. Marche, uma rede de supermercados premium situada no estado de São Paulo. O contrato de compra e venda foi assinado na quarta-feira, 24 de junho, em meio ao pedido de recuperação judicial do Grupo Hortus, atual controlador da marca.

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A transação será realizada por meio da subsidiária Cencosud Brasil Comercial, que já opera as redes GBarbosa e Giga Atacados no Brasil. Importante destacar que a compra ocorrerá sem que a Cencosud assuma dívidas ou faça desembolsos de caixa, conforme informações divulgadas pelo grupo chileno.

Esse anúncio coincide com a apresentação do plano de recuperação judicial do Grupo Hortus, enviado à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. O documento revela que a empresa enfrentou uma crise de liquidez entre 2024 e 2025 e busca proteção judicial contra cobranças enquanto tenta concluir a venda para a Cencosud.

O pedido inclui um período de suspensão das execuções (stay period) de 180 dias, com o objetivo de estabilizar as operações. O Grupo Hortus argumenta que a recuperação não é a solução final, mas um meio para viabilizar a venda do negócio, considerada a solução definitiva para o endividamento.

A conclusão da transação está sujeita a condições habituais, como a aprovação da recuperação judicial e a anuência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Caso todas as condições sejam atendidas, a compra será financiada com recursos obtidos da venda das operações da Cencosud em Minas Gerais.

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De acordo com o pedido de recuperação judicial, as lojas St. Marche e Empório Santa Maria continuarão operando, preservando cerca de 2.100 empregos diretos. O grupo também assegura que a cadeia de fornecedores será mantida, mesmo com a mudança de gestão após a venda.

O plano de recuperação prioriza fornecedores, proprietários dos imóveis alugados e financiadores, reconhecendo sua importância para a continuidade das operações até a conclusão da venda. O Grupo Hortus destaca que a crise na empresa está relacionada a eventos do cenário macroeconômico do país.

Entre julho de 2021 e agosto de 2023, a St. Marche expandiu de 21 para 33 lojas, com um investimento superior a R$ 120 milhões. Essa expansão foi planejada com a expectativa de um IPO (oferta pública inicial) em 2021, que não se concretizou devido ao agravamento das condições econômicas. Sem acesso a recursos do mercado de capitais, o grupo recorreu a financiamentos bancários, o que elevou suas despesas financeiras em um período de alta de juros.

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A empresa também ressaltou que novos supermercados costumam levar de quatro a cinco anos para atingir a maturidade operacional, o que significa que as novas lojas ainda não estavam gerando os retornos esperados. A redução das linhas de crédito, cortes em operações de risco-sacado e atrasos com fornecedores ainda contribuíram para a crise de liquidez enfrentada pelo grupo.

O plano de recuperação judicial prevê um tratamento privilegiado para créditos trabalhistas, com pagamento de até R$ 160 mil por trabalhador em um prazo máximo de 30 dias após a venda. Já os credores quirografários receberão até R$ 5 mil à vista e o restante em parcelas.

Além disso, os fornecedores que continuarem a fornecer produtos durante o processo de recuperação serão classificados como “Fornecedores Parceiros” e receberão incentivos para manter as operações funcionais até a transferência para a Cencosud.

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O conglomerado chileno Cencosud firmou um acordo para a aquisição total das operações da St. Marche, uma rede de supermercados premium situada no estado de São Paulo. O contrato de compra e venda foi assinado na quarta-feira, 24 de junho, em meio ao pedido de recuperação judicial do Grupo Hortus, atual controlador da marca.

A transação será realizada por meio da subsidiária Cencosud Brasil Comercial, que já opera as redes GBarbosa e Giga Atacados no Brasil. Importante destacar que a compra ocorrerá sem que a Cencosud assuma dívidas ou faça desembolsos de caixa, conforme informações divulgadas pelo grupo chileno.

Esse anúncio coincide com a apresentação do plano de recuperação judicial do Grupo Hortus, enviado à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. O documento revela que a empresa enfrentou uma crise de liquidez entre 2024 e 2025 e busca proteção judicial contra cobranças enquanto tenta concluir a venda para a Cencosud.

O pedido inclui um período de suspensão das execuções (stay period) de 180 dias, com o objetivo de estabilizar as operações. O Grupo Hortus argumenta que a recuperação não é a solução final, mas um meio para viabilizar a venda do negócio, considerada a solução definitiva para o endividamento.

A conclusão da transação está sujeita a condições habituais, como a aprovação da recuperação judicial e a anuência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Caso todas as condições sejam atendidas, a compra será financiada com recursos obtidos da venda das operações da Cencosud em Minas Gerais.

De acordo com o pedido de recuperação judicial, as lojas St. Marche e Empório Santa Maria continuarão operando, preservando cerca de 2.100 empregos diretos. O grupo também assegura que a cadeia de fornecedores será mantida, mesmo com a mudança de gestão após a venda.

O plano de recuperação prioriza fornecedores, proprietários dos imóveis alugados e financiadores, reconhecendo sua importância para a continuidade das operações até a conclusão da venda. O Grupo Hortus destaca que a crise na empresa está relacionada a eventos do cenário macroeconômico do país.

Entre julho de 2021 e agosto de 2023, a St. Marche expandiu de 21 para 33 lojas, com um investimento superior a R$ 120 milhões. Essa expansão foi planejada com a expectativa de um IPO (oferta pública inicial) em 2021, que não se concretizou devido ao agravamento das condições econômicas. Sem acesso a recursos do mercado de capitais, o grupo recorreu a financiamentos bancários, o que elevou suas despesas financeiras em um período de alta de juros.

A empresa também ressaltou que novos supermercados costumam levar de quatro a cinco anos para atingir a maturidade operacional, o que significa que as novas lojas ainda não estavam gerando os retornos esperados. A redução das linhas de crédito, cortes em operações de risco-sacado e atrasos com fornecedores ainda contribuíram para a crise de liquidez enfrentada pelo grupo.

O plano de recuperação judicial prevê um tratamento privilegiado para créditos trabalhistas, com pagamento de até R$ 160 mil por trabalhador em um prazo máximo de 30 dias após a venda. Já os credores quirografários receberão até R$ 5 mil à vista e o restante em parcelas.

Além disso, os fornecedores que continuarem a fornecer produtos durante o processo de recuperação serão classificados como “Fornecedores Parceiros” e receberão incentivos para manter as operações funcionais até a transferência para a Cencosud.

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