No dia 24 de junho de 2026, o ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal em um inquérito que investiga a apreensão de uma arma de fogo durante uma blitz. O ocorrido se deu em 15 de junho, quando um veículo foi parado em um ponto de bloqueio na região administrativa de Taguatinga.
Segundo informações do advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento realizado na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, o ex-presidente afirmou que não houve intenção de descumprir a lei. Durante o depoimento, Bolsonaro confirmou que solicitou a ajuda de um militar para consertar a arma, após perceber que ela não estava funcional.
“Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal”, afirmou o advogado em uma postagem nas redes sociais, tratando o episódio como “criminalmente acromático”, ou seja, sem relevância penal.
A defesa de Bolsonaro destacou que o ex-presidente já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana anterior. O advogado reiterou que a arma apreendida, uma pistola modelo Glock 9mm, é de propriedade de Bolsonaro e estava devidamente registrada. Como não houve determinação para o cancelamento do registro, a arma deveria estar em seu endereço, conforme a defesa.
O advogado também expressou a expectativa de que o inquérito em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal seja arquivado em breve. O episódio se intensificou após a apreensão da arma e de um carregador sobressalente durante a blitz, onde o motorista do veículo afirmou que a arma lhe foi entregue devido a uma pane.
O ministro Alexandre de Moraes questionou a defesa sobre o pedido de reparo na arma, ressaltando que isso ocorreu às vésperas do encerramento do período de 90 dias de prisão domiciliar humanitária concedido a Bolsonaro. Moraes deve decidir na próxima quinta-feira, dia 25, se a prisão domiciliar será mantida.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária desde o dia 27 de março deste ano, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à trama golpista.
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