Cícero Marcos Silva de Souza, conhecido como ‘Caveira’, foi um dos presos na operação da Polícia Civil contra a ‘Sintonia Final’ do PCC (Primeiro Comando da Capital) realizada na manhã desta terça-feira (23) na zona Leste de São Paulo. Segundo informações da polícia, ele seria o líder da facção na região.
De acordo com os investigadores, ‘Caveira’ assumia a responsabilidade pela logística de armas e drogas do PCC na zona Leste e possui um extenso histórico criminal, incluindo passagens por crimes patrimoniais, tráfico e associação para tráfico de entorpecentes.
Em 2019, ele foi preso no Paraguai durante uma operação que resultou na apreensão de duas toneladas de maconha, além de armas e granadas. No ano seguinte, Cícero liderou uma fuga em massa de uma prisão em Pedro Juan Caballero, que permitiu a escapada de integrantes da facção paulista.
A ‘Sintonia Final’ do PCC é uma das principais estruturas da maior facção do Brasil. Os integrantes desse setor são responsáveis por decisões cruciais dentro da organização criminosa.
A estrutura é encarregada do tráfico de armas e drogas da facção, possuindo ramificações no Paraguai. A polícia afirma que os veteranos do crime organizado são os que comandam a ‘Sintonia Final’.
A operação da Polícia Civil, que visa desarticular a ‘Sintonia Final da Leste’, executou 21 mandados de busca e apreensão em diversos endereços, incluindo a capital, Atibaia, Grande São Paulo e Itanhaém, no litoral. Além disso, foram emitidos mandados de prisão para os principais operadores do esquema. Até o momento, Cícero e um outro homem foram detidos.
As investigações revelaram que o grupo estava envolvido em diversas atividades criminosas, incluindo a logística de armas e drogas do PCC, movimentações financeiras ligadas à lavagem de capitais e comunicação dissimulada.
O outro homem preso é considerado o articulador entre a zona Leste de São Paulo e a Baixada Santista, especialmente em questões relacionadas a armas e drogas, e também possui antecedentes criminais por roubo e tráfico de drogas.
Os detidos estão sendo investigados por organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de capitais. A ação, coordenada pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), envolve 28 equipes especializadas e segue em andamento.
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