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Aracaju, Quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Crescimento do PIB da China desacelera no 2º trimestre, menor em três anos

Economia

Crescimento do PIB da China desacelera no 2º trimestre, menor em três anos

Crescimento da economia chinesa desacelera para 4,3% no 2º trimestre, menor em três anos.

15/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h23
Crescimento do PIB da China desacelera no 2º trimestre, menor em três anos

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No segundo trimestre de 2026, o crescimento da economia da China desacelerou, alcançando o menor nível em mais de três anos e ficando abaixo das expectativas do mercado e da meta do governo. O Produto Interno Bruto (PIB) avançou apenas 4,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (15). Este resultado ficou abaixo da previsão de 4,5% feita por analistas e representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 5,0% do primeiro trimestre.

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Este desempenho marca a menor taxa anual de crescimento da China desde o quarto trimestre de 2022, quando as rígidas restrições da política de combate à Covid-19 ainda impactavam a atividade econômica. Além disso, o resultado ficou aquém do piso da meta oficial de crescimento para o ano, estabelecida entre 4,5% e 5%, destacando os crescentes desafios enfrentados pelas autoridades para reaquecer a demanda e manter o ritmo da economia.

“O debate agora se concentra em como Pequim pretende garantir o cumprimento da meta anual de crescimento. Esperamos que as autoridades mantenham forte foco no fortalecimento da demanda doméstica, especialmente do consumo e dos investimentos em infraestrutura”, afirmou Hao Zhou, analista da Guotai Haitong Securities, de Hong Kong.

A economia chinesa tem demonstrado um crescente desequilíbrio: enquanto a produção industrial continua robusta, impulsionada principalmente pelas exportações ligadas à inteligência artificial, o consumo e os investimentos permanecem pressionados pela crise prolongada no setor imobiliário e pelos impactos do aumento global nos preços do petróleo. Zhou descartou a possibilidade de um amplo pacote de estímulos, indicando que as autoridades prefeririam adotar medidas direcionadas e graduais em vez de implementar um programa de estímulo em larga escala.

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Os investidores estão atentos à reunião do Politburo, prevista para o fim de julho, em busca de indicações sobre novas medidas que poderão guiar a política econômica para o restante do ano. Na comparação com o trimestre anterior, o PIB cresceu 0,9% entre abril e junho, em linha com as expectativas dos analistas, após um avanço de 1,3% no primeiro trimestre. No acumulado do primeiro semestre, a economia chinesa registrou um crescimento de 4,7%.

Em junho, os dados mostraram uma produção industrial forte e uma melhora no consumo das famílias, embora o fraco desempenho dos investimentos ainda pesasse sobre a economia. A produção industrial cresceu 5,3% em junho em relação ao ano anterior, acelerando desde o crescimento de 4,5% registrado em maio. As vendas no varejo aumentaram 1,0% em junho, revertendo a queda de 0,6% observada em maio e registrando o maior crescimento em três meses.

Entre janeiro e junho, as vendas de serviços cresceram 5,3%, superando a alta de 1,1% nas vendas de bens. Contudo, o investimento em ativos fixos caiu 5,7% no primeiro semestre de 2026, pior do que a expectativa de retração de 4,9%. O setor imobiliário continuou a enfrentar desafios, com investimentos caindo 18% no semestre em comparação ao mesmo período do ano anterior.

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“Um setor industrial impulsionado por alta tecnologia convivendo com o colapso do consumo doméstico e dos investimentos evidencia o caráter profundamente desigual da recuperação econômica”, declarou Andi Ji, analista da ITC Markets.

O primeiro-ministro Li Qiang enfatizou a necessidade de uma “compreensão abrangente e objetiva” da situação econômica atual, sugerindo ajustes anticíclicos. Analistas acreditam que Pequim pode intensificar os estímulos fiscais para evitar uma desaceleração ainda maior da economia, enquanto o banco central enfrenta limitações para adotar um afrouxamento monetário mais agressivo.

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No segundo trimestre de 2026, o crescimento da economia da China desacelerou, alcançando o menor nível em mais de três anos e ficando abaixo das expectativas do mercado e da meta do governo. O Produto Interno Bruto (PIB) avançou apenas 4,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (15). Este resultado ficou abaixo da previsão de 4,5% feita por analistas e representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 5,0% do primeiro trimestre.

Este desempenho marca a menor taxa anual de crescimento da China desde o quarto trimestre de 2022, quando as rígidas restrições da política de combate à Covid-19 ainda impactavam a atividade econômica. Além disso, o resultado ficou aquém do piso da meta oficial de crescimento para o ano, estabelecida entre 4,5% e 5%, destacando os crescentes desafios enfrentados pelas autoridades para reaquecer a demanda e manter o ritmo da economia.

“O debate agora se concentra em como Pequim pretende garantir o cumprimento da meta anual de crescimento. Esperamos que as autoridades mantenham forte foco no fortalecimento da demanda doméstica, especialmente do consumo e dos investimentos em infraestrutura”, afirmou Hao Zhou, analista da Guotai Haitong Securities, de Hong Kong.

A economia chinesa tem demonstrado um crescente desequilíbrio: enquanto a produção industrial continua robusta, impulsionada principalmente pelas exportações ligadas à inteligência artificial, o consumo e os investimentos permanecem pressionados pela crise prolongada no setor imobiliário e pelos impactos do aumento global nos preços do petróleo. Zhou descartou a possibilidade de um amplo pacote de estímulos, indicando que as autoridades prefeririam adotar medidas direcionadas e graduais em vez de implementar um programa de estímulo em larga escala.

Os investidores estão atentos à reunião do Politburo, prevista para o fim de julho, em busca de indicações sobre novas medidas que poderão guiar a política econômica para o restante do ano. Na comparação com o trimestre anterior, o PIB cresceu 0,9% entre abril e junho, em linha com as expectativas dos analistas, após um avanço de 1,3% no primeiro trimestre. No acumulado do primeiro semestre, a economia chinesa registrou um crescimento de 4,7%.

Em junho, os dados mostraram uma produção industrial forte e uma melhora no consumo das famílias, embora o fraco desempenho dos investimentos ainda pesasse sobre a economia. A produção industrial cresceu 5,3% em junho em relação ao ano anterior, acelerando desde o crescimento de 4,5% registrado em maio. As vendas no varejo aumentaram 1,0% em junho, revertendo a queda de 0,6% observada em maio e registrando o maior crescimento em três meses.

Entre janeiro e junho, as vendas de serviços cresceram 5,3%, superando a alta de 1,1% nas vendas de bens. Contudo, o investimento em ativos fixos caiu 5,7% no primeiro semestre de 2026, pior do que a expectativa de retração de 4,9%. O setor imobiliário continuou a enfrentar desafios, com investimentos caindo 18% no semestre em comparação ao mesmo período do ano anterior.

“Um setor industrial impulsionado por alta tecnologia convivendo com o colapso do consumo doméstico e dos investimentos evidencia o caráter profundamente desigual da recuperação econômica”, declarou Andi Ji, analista da ITC Markets.

O primeiro-ministro Li Qiang enfatizou a necessidade de uma “compreensão abrangente e objetiva” da situação econômica atual, sugerindo ajustes anticíclicos. Analistas acreditam que Pequim pode intensificar os estímulos fiscais para evitar uma desaceleração ainda maior da economia, enquanto o banco central enfrenta limitações para adotar um afrouxamento monetário mais agressivo.

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