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Cuba tenta driblar bloqueio dos EUA com reforma econômica de emergência

Brasil

Cuba tenta driblar bloqueio dos EUA com reforma econômica de emergência

Reforma em Cuba busca alternativas para contornar bloqueio dos EUA, segundo especialista.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h53
Cuba tenta driblar bloqueio dos EUA com reforma econômica de emergência

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A Assembleia Nacional cubana debateu medidas para aliviar a crise na ilha. Especialista classifica as mudanças como tentativa 'desesperada' de contornar sanções americanas via abertura ao capital estrangeiro.

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A reforma econômica e do Estado em Cuba, debatida nesta quinta-feira (18) na Assembleia Nacional, não é capaz de levar a ilha a uma economia capitalista. Trata-se, segundo o professor e especialista em economia latino-americana Maicon Cláudio da Silva, de uma tentativa “desesperada” de contornar o bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

Maicon, que é professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), afirma que as medidas adotadas visam oferecer algum alívio à economia cubana, especialmente através da flexibilização dos investimentos estrangeiros e das importações. Ele ressalta que essa ação é necessária em um momento em que as principais fontes de recursos da ilha, como o turismo e a exportação de serviços médicos, estão sendo severamente impactadas.

“São medidas, quase que desesperadas, para dar algum tipo de respiro à economia cubana”, comentou o especialista.

O professor também observou que as novas medidas se somam a outras já implementadas, como a permissão para pequenas propriedades produtivas e a reforma monetária de 2021. Ele explica que o bloqueio dos EUA afeta não apenas as relações comerciais entre Cuba e os norte-americanos, mas também as interações da ilha com o restante do mundo.

“Os EUA são uma potência imperial e econômica que, na verdade, controla o sistema financeiro e a economia mundiais”, destacou Maicon.

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Nos últimos meses, com o endurecimento do bloqueio sob a administração de Donald Trump, várias empresas, incluindo grandes redes hoteleiras como Meliá e Iberostar, além de operadoras de cartões como Visa e Mastercard, interromperam suas atividades em Cuba. Essa situação tem gerado uma dependência ainda maior da economia cubana em relação ao turismo e à exportação de serviços médicos.

A reforma econômica em discussão inclui mudanças nas políticas fiscal, cambial, de comércio exterior e nos subsídios, além de uma reestruturação do Estado cubano, com a promessa de manter o foco na justiça social e na redução das desigualdades sociais. No entanto, Maicon Cláudio da Silva descarta a possibilidade de uma transformação liberalizante que leve a economia de Cuba a um modelo capitalista.

“Enquanto existe bloqueio, é impossível o surgimento de uma burguesia, porque a própria acumulação de riqueza, em Cuba, é bloqueada”, avaliou o professor.

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O especialista também comentou sobre a comparação com o modelo chinês, que combina mercado privado com controle estatal, destacando que a relação entre os EUA e a China facilitou o desenvolvimento do país asiático, algo que não se aplica a Cuba.

O programa de reformas cubano contempla mais de 20 medidas para incentivar o investimento estrangeiro e descentralizar as decisões políticas. Além disso, há planos para ampliar a participação de acionistas em empresas cubanas e realizar mudanças no setor de turismo e na economia imobiliária.

O bloqueio econômico contra Cuba, que já se estende por quase 70 anos, foi intensificado pela administração atual no final de 2025, o que causou uma crise energética e um aumento significativo dos preços de produtos essenciais, afetando diretamente a população.

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A reforma econômica e do Estado em Cuba, debatida nesta quinta-feira (18) na Assembleia Nacional, não é capaz de levar a ilha a uma economia capitalista. Trata-se, segundo o professor e especialista em economia latino-americana Maicon Cláudio da Silva, de uma tentativa “desesperada” de contornar o bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

Maicon, que é professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), afirma que as medidas adotadas visam oferecer algum alívio à economia cubana, especialmente através da flexibilização dos investimentos estrangeiros e das importações. Ele ressalta que essa ação é necessária em um momento em que as principais fontes de recursos da ilha, como o turismo e a exportação de serviços médicos, estão sendo severamente impactadas.

“São medidas, quase que desesperadas, para dar algum tipo de respiro à economia cubana”, comentou o especialista.

O professor também observou que as novas medidas se somam a outras já implementadas, como a permissão para pequenas propriedades produtivas e a reforma monetária de 2021. Ele explica que o bloqueio dos EUA afeta não apenas as relações comerciais entre Cuba e os norte-americanos, mas também as interações da ilha com o restante do mundo.

“Os EUA são uma potência imperial e econômica que, na verdade, controla o sistema financeiro e a economia mundiais”, destacou Maicon.

Nos últimos meses, com o endurecimento do bloqueio sob a administração de Donald Trump, várias empresas, incluindo grandes redes hoteleiras como Meliá e Iberostar, além de operadoras de cartões como Visa e Mastercard, interromperam suas atividades em Cuba. Essa situação tem gerado uma dependência ainda maior da economia cubana em relação ao turismo e à exportação de serviços médicos.

A reforma econômica em discussão inclui mudanças nas políticas fiscal, cambial, de comércio exterior e nos subsídios, além de uma reestruturação do Estado cubano, com a promessa de manter o foco na justiça social e na redução das desigualdades sociais. No entanto, Maicon Cláudio da Silva descarta a possibilidade de uma transformação liberalizante que leve a economia de Cuba a um modelo capitalista.

“Enquanto existe bloqueio, é impossível o surgimento de uma burguesia, porque a própria acumulação de riqueza, em Cuba, é bloqueada”, avaliou o professor.

O especialista também comentou sobre a comparação com o modelo chinês, que combina mercado privado com controle estatal, destacando que a relação entre os EUA e a China facilitou o desenvolvimento do país asiático, algo que não se aplica a Cuba.

O programa de reformas cubano contempla mais de 20 medidas para incentivar o investimento estrangeiro e descentralizar as decisões políticas. Além disso, há planos para ampliar a participação de acionistas em empresas cubanas e realizar mudanças no setor de turismo e na economia imobiliária.

O bloqueio econômico contra Cuba, que já se estende por quase 70 anos, foi intensificado pela administração atual no final de 2025, o que causou uma crise energética e um aumento significativo dos preços de produtos essenciais, afetando diretamente a população.

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