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Aracaju, Quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Eleições no Peru: Fujimori se consolida na liderança e Sánchez contesta resultados

Brasil

Eleições no Peru: Fujimori se consolida na liderança e Sánchez contesta resultados

Keiko Fujimori se consolida na liderança das eleições peruanas, enquanto Roberto Sánchez contesta resultados.

24/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h48
Eleições no Peru: Fujimori se consolida na liderança e Sánchez contesta resultados

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A apuração das urnas do segundo turno das Eleições Presidenciais do Peru chegou a 99,8%, com uma virada na terça-feira (23) que tornou a vantagem da candidata conservadora Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, irreversível. Atualmente, Fujimori possui 50,1% dos votos, enquanto Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, contabiliza 49,8%.

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A diferença entre os dois candidatos é de 43.386 votos, o que garante a vantagem irreversível para a candidata de direita. Faltam apenas 131 atas de apuração para serem contadas, que representam os votos de menos de 30 mil eleitores, quantidade que não é suficiente para alterar o resultado favorável a Fujimori.

Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, afirma que mesmo se todos os votos restantes fossem a favor de Sánchez, “ainda assim, Fujimori teria mais votos, porque a diferença entre os dois acaba sendo, nesse instante, maior do que o que falta para contabilizar”.

O professor Eduardo Dargen, da Pontifícia Universidade Católica do Peru, complementa que a situação é considerada irreversível, pois os órgãos fiscalizadores já têm conhecimento da quantidade de votos que faltam. “Não se trata apenas de faltarem atas, mas elas já são conhecidas; os fiscais têm os resultados, podem ser vistos no sistema […] sabe-se quantos votos têm.”

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Dargen também comentou sobre a postura de Roberto Sánchez, que questiona a eleição alegando irregularidades com os votos no exterior, destacando que essas alegações parecem ter como objetivo atender sua base mais radicalizada, que tem dificuldades em aceitar a derrota.

Sánchez declarou na terça-feira (23) que não reconhecerá o resultado do segundo turno. Em sua coletiva de imprensa, ele mencionou a existência de uma “fraude em curso” favorecendo Fujimori. O partido Juntos por el Perú apresentou recursos judiciais para tentar anular votos do exterior, que são favoráveis a Fujimori, mas esses pedidos foram considerados inadmissíveis pela Junta Eleitoral Central de Lima, por terem sido feitos fora do prazo.

Antes do anúncio da decisão, Sánchez alertou que, se o tribunal eleitoral não analisasse as queixas, estaria concedendo um “benefício fraudulento” para Fujimori e convocou protestos. Patricia Rojas, diretora de Assuntos Públicos do Instituto Ipsos do Peru, analisa que alguns recursos já foram considerados improcedentes e espera-se que o Júri Nacional Eleitoral resolva as contestações de forma semelhante.

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A controvérsia sobre a votação no exterior é acirrada, uma vez que o partido de Sánchez não apresentou provas concretas de fraude, mas contesta a mudança nas regras de contagem de votos que ocorreu antes da eleição. O ONPE (Escritório Nacional de Processos Eleitorais) justificou a mudança como uma questão operacional e reforçou que não altera a legislação eleitoral vigente.

O cenário eleitoral é complexo, considerando que a anulação dos votos no exterior, onde Fujimori teve uma vantagem significativa, poderia alterar o resultado da eleição. Em 2021, o partido de Fujimori enfrentou uma situação semelhante, quando tentou anular seções eleitorais que favoreciam seu oponente, mas também não teve sucesso em reconhecer a derrota.

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A diferença entre os dois candidatos é de 43.386 votos, o que garante a vantagem irreversível para a candidata de direita. Faltam apenas 131 atas de apuração para serem contadas, que representam os votos de menos de 30 mil eleitores, quantidade que não é suficiente para alterar o resultado favorável a Fujimori.

Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, afirma que mesmo se todos os votos restantes fossem a favor de Sánchez, “ainda assim, Fujimori teria mais votos, porque a diferença entre os dois acaba sendo, nesse instante, maior do que o que falta para contabilizar”.

O professor Eduardo Dargen, da Pontifícia Universidade Católica do Peru, complementa que a situação é considerada irreversível, pois os órgãos fiscalizadores já têm conhecimento da quantidade de votos que faltam. “Não se trata apenas de faltarem atas, mas elas já são conhecidas; os fiscais têm os resultados, podem ser vistos no sistema […] sabe-se quantos votos têm.”

Dargen também comentou sobre a postura de Roberto Sánchez, que questiona a eleição alegando irregularidades com os votos no exterior, destacando que essas alegações parecem ter como objetivo atender sua base mais radicalizada, que tem dificuldades em aceitar a derrota.

Sánchez declarou na terça-feira (23) que não reconhecerá o resultado do segundo turno. Em sua coletiva de imprensa, ele mencionou a existência de uma “fraude em curso” favorecendo Fujimori. O partido Juntos por el Perú apresentou recursos judiciais para tentar anular votos do exterior, que são favoráveis a Fujimori, mas esses pedidos foram considerados inadmissíveis pela Junta Eleitoral Central de Lima, por terem sido feitos fora do prazo.

Antes do anúncio da decisão, Sánchez alertou que, se o tribunal eleitoral não analisasse as queixas, estaria concedendo um “benefício fraudulento” para Fujimori e convocou protestos. Patricia Rojas, diretora de Assuntos Públicos do Instituto Ipsos do Peru, analisa que alguns recursos já foram considerados improcedentes e espera-se que o Júri Nacional Eleitoral resolva as contestações de forma semelhante.

A controvérsia sobre a votação no exterior é acirrada, uma vez que o partido de Sánchez não apresentou provas concretas de fraude, mas contesta a mudança nas regras de contagem de votos que ocorreu antes da eleição. O ONPE (Escritório Nacional de Processos Eleitorais) justificou a mudança como uma questão operacional e reforçou que não altera a legislação eleitoral vigente.

O cenário eleitoral é complexo, considerando que a anulação dos votos no exterior, onde Fujimori teve uma vantagem significativa, poderia alterar o resultado da eleição. Em 2021, o partido de Fujimori enfrentou uma situação semelhante, quando tentou anular seções eleitorais que favoreciam seu oponente, mas também não teve sucesso em reconhecer a derrota.

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