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Escândalo de Wagner pode mudar votos nas eleições, diz especialista

Brasil

Escândalo de Wagner pode mudar votos nas eleições, diz especialista

Especialista analisa impacto do escândalo Jaques Wagner sobre eleitores em entrevista.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h15
Escândalo de Wagner pode mudar votos nas eleições, diz especialista

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Operação Compliance Zero coloca Jaques Wagner no centro do debate eleitoral. Cientista política alerta que o caso afeta eleitores indecisos em momento crítico pré-eleitoral.

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A cientista política e professora da UFPR, Graziella Testa, avaliou o impacto político do escândalo envolvendo Jaques Wagner, que é alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero, sobre o eleitorado brasileiro. Em entrevista, Testa destacou que os desdobramentos do caso recaem, sobretudo, sobre a parcela de eleitores que ainda está disposta a mudar o voto antes das próximas eleições presidenciais.

Segundo a especialista, o cenário é complexo devido ao período pré-eleitoral, o que torna mais difícil garantir que o eleitor tenha acesso a todas as informações necessárias para uma decisão consciente.

“O que importa é a história que vai se contar, e é isso que vai impactar na decisão do eleitor”

, afirmou a especialista.

Testa fez uma distinção importante entre os eleitores já comprometidos com um candidato e aqueles ainda indecisos. Para ela, o debate em torno do escândalo não deve alterar a intenção de voto de quem já decidiu apoiar Lula ou Flávio Bolsonaro.

“A questão é como isso vai reverberar naquela pequena fatia que está disposta a mudar seu voto, que quer fazer uma decisão informada e adequada para o país”

, disse.

Ela também ressaltou que o impacto do caso pode variar conforme a região do país. No caso de Jaques Wagner, que é muito próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não é o próprio presidente, a relação pode ser percebida de forma diferente dependendo do eleitorado local.

“Se você conversar com o eleitor da Bahia, provavelmente ele vai falar que Jaques é Lula, mas se você conversar com o eleitor aqui no Paraná, essa relação não é tão direta”

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, explicou.

A cientista política destacou que o nível de proximidade de cada figura política com o escândalo é um fator relevante para a avaliação do eleitor. No caso de Flávio Bolsonaro, as questões levantadas têm relação mais direta com a disputa pela presidência, incluindo o financiamento de um filme. Já no caso de Jaques Wagner, a ligação é com alguém próximo ao presidente, mas que não é o próprio Lula.

“A gente ainda não sabe até onde vai, quem mais vai atingir”

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, ponderou.

Testa ampliou o debate ao mencionar que escândalos dessa natureza não envolvem apenas a classe política, mas também o empresariado. Ela defendeu que é necessário discutir as diferentes esferas da sociedade que estimulam uma cultura de trocas ilícitas.

“A gente tem que conversar sobre a corrupção no empresariado e sobre essas diferentes esferas da sociedade que estimulam essa cultura dessas trocas que não fazem nenhum sentido para quem quer construir um país”

, afirmou.

Para Testa, esse processo acaba descredibilizando a política, a democracia e o processo decisório como um todo, estimulando antagonismos que prejudicam a formulação de políticas públicas. Ela defendeu que a saída passa por um compromisso público e mútuo entre as instituições, citando como exemplo a discussão em torno de um Código de Ética para o STF, tema que, segundo ela, surgiu há alguns meses e depois deixou de ser debatido.

“A gente precisa de um compromisso público e mútuo para chegar nisso”

, concluiu.

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A cientista política e professora da UFPR, Graziella Testa, avaliou o impacto político do escândalo envolvendo Jaques Wagner, que é alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero, sobre o eleitorado brasileiro. Em entrevista, Testa destacou que os desdobramentos do caso recaem, sobretudo, sobre a parcela de eleitores que ainda está disposta a mudar o voto antes das próximas eleições presidenciais.

Segundo a especialista, o cenário é complexo devido ao período pré-eleitoral, o que torna mais difícil garantir que o eleitor tenha acesso a todas as informações necessárias para uma decisão consciente.

“O que importa é a história que vai se contar, e é isso que vai impactar na decisão do eleitor”

, afirmou a especialista.

Testa fez uma distinção importante entre os eleitores já comprometidos com um candidato e aqueles ainda indecisos. Para ela, o debate em torno do escândalo não deve alterar a intenção de voto de quem já decidiu apoiar Lula ou Flávio Bolsonaro.

“A questão é como isso vai reverberar naquela pequena fatia que está disposta a mudar seu voto, que quer fazer uma decisão informada e adequada para o país”

, disse.

Ela também ressaltou que o impacto do caso pode variar conforme a região do país. No caso de Jaques Wagner, que é muito próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não é o próprio presidente, a relação pode ser percebida de forma diferente dependendo do eleitorado local.

“Se você conversar com o eleitor da Bahia, provavelmente ele vai falar que Jaques é Lula, mas se você conversar com o eleitor aqui no Paraná, essa relação não é tão direta”

, explicou.

A cientista política destacou que o nível de proximidade de cada figura política com o escândalo é um fator relevante para a avaliação do eleitor. No caso de Flávio Bolsonaro, as questões levantadas têm relação mais direta com a disputa pela presidência, incluindo o financiamento de um filme. Já no caso de Jaques Wagner, a ligação é com alguém próximo ao presidente, mas que não é o próprio Lula.

“A gente ainda não sabe até onde vai, quem mais vai atingir”

, ponderou.

Testa ampliou o debate ao mencionar que escândalos dessa natureza não envolvem apenas a classe política, mas também o empresariado. Ela defendeu que é necessário discutir as diferentes esferas da sociedade que estimulam uma cultura de trocas ilícitas.

“A gente tem que conversar sobre a corrupção no empresariado e sobre essas diferentes esferas da sociedade que estimulam essa cultura dessas trocas que não fazem nenhum sentido para quem quer construir um país”

, afirmou.

Para Testa, esse processo acaba descredibilizando a política, a democracia e o processo decisório como um todo, estimulando antagonismos que prejudicam a formulação de políticas públicas. Ela defendeu que a saída passa por um compromisso público e mútuo entre as instituições, citando como exemplo a discussão em torno de um Código de Ética para o STF, tema que, segundo ela, surgiu há alguns meses e depois deixou de ser debatido.

“A gente precisa de um compromisso público e mútuo para chegar nisso”

, concluiu.

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