A fintech se defendeu após operação do MPDFT e garantiu que a antecipação salarial é gratuita. Taxa cobrada é opcional e só se aplica a quem escolhe receber em conta corrente.
O PicPay anunciou, nesta sexta-feira (19), que não houve irregularidades ou cobranças indevidas na folha de pagamento dos servidores do governo do Distrito Federal. A declaração da empresa surge após uma operação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) envolvendo a fintech.
Em nota oficial, a companhia esclareceu que a antecipação salarial oferecida é um benefício gratuito. A taxa operacional, que é cobrada apenas para aqueles servidores que optam por receber o recurso diretamente em conta corrente, é opcional.
“O PicPay reafirma que não houve qualquer irregularidade ou cobrança indevida na oferta do produto e segue colaborando plenamente com as autoridades competentes”, diz um trecho da nota.
A empresa ainda ressaltou que a modalidade de antecipação salarial não se enquadra como crédito consignado ou empréstimo. Além disso, o serviço está de acordo com as normas do Código de Defesa do Consumidor e do Banco Central.
A operação foi desencadeada após uma inspeção realizada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que apontou que o PicPay teria descontado um montante de R$ 81 milhões em salários de servidores do GDF entre os anos de 2024 e 2025.
Entre os alvos da ação estão Eduardo Chedi, CEO do PicPay, Eduardo Chedid Simões, diretor da empresa, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB).
Para esclarecer o funcionamento da antecipação salarial, o PicPay decidiu lançar um vídeo explicativo, que pode ser acessado em sua plataforma.
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