Funcionários do governo dos Estados Unidos expressaram suas preocupações quanto ao engajamento do Brasil nas negociações sobre o tarifaço, após anunciarem a aplicação de uma taxa de 25% ao país, com base em investigações da chamada “seção 301”. A decisão foi oficializada na noite de quarta-feira, dia 15.
Um alto funcionário do USTR (Representante Comercial dos EUA), que está diretamente envolvido nas tratativas, afirmou que o Brasil foi pouco “responsivo” durante mais de um ano de negociações comerciais. “Somente nas últimas seis semanas eles se mostraram mais construtivos”, declarou.
Apesar das críticas, o funcionário também mencionou que o governo Trump estabeleceu uma boa relação com as contrapartes brasileiras no grupo de trabalho que discute as tarifas. Ele acrescentou que os Estados Unidos permanecem abertos à negociação.
Após o anúncio, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, utilizou suas redes sociais para reforçar a mensagem. Ele afirmou que “ao longo do último ano, Lula colocou o próprio ego acima da possibilidade de fechar um acordo em benefício do povo brasileiro, e as tarifas são o preço dessa escolha”.
“Não haja qualquer dúvida sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé”, afirmou Rubio.
Em resposta à decisão norte-americana, o Palácio do Planalto divulgou uma nota, garantindo que nunca deixou a mesa de negociações. O grupo de trabalho entre Brasil e Estados Unidos contou com cinco reuniões de alto nível, além de encontros técnicos preparatórios.
A nota ressalta que, ao longo do último ano, o governo brasileiro atuou ininterruptamente junto ao USTR, buscando o encerramento das investigações que se baseiam na Seção 301, apresentando evidências que refutam as alegações sobre supostas práticas desleais de comércio adotadas pelo Brasil.
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