Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Pular para o conteúdo

Instrutor chama morte de jovem em rope jump de ‘fatalidade’

Política

Instrutor chama morte de jovem em rope jump de ‘fatalidade’

Instrutor preso por morte de jovem em salto de rope jump diz que foi uma fatalidade.

16/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 07h44
Instrutor chama morte de jovem em rope jump de ‘fatalidade’

Publicidade

Um dos três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda, 21 anos, minimizou o caso em depoimento. Ele foi ouvido por menos de oito minutos e negou responsabilidade pelo acidente fatal.

Publicidade

Publicidade

Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, é um dos três instrutores detidos sob acusação de homicídio doloso pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. O incidente ocorreu durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo. Em depoimento à delegada Andrea Dantas Levy, Egoroff declarou que o episódio foi uma “fatalidade”.

O instrutor foi ouvido por cerca de sete minutos e meio e, ao ser questionado sobre a acusação de homicídio, afirmou: “Então, a gente está nessa prática há um tempo e, tipo, hoje, foi uma fatalidade. A gente não consegue entender o que aconteceu”. Além de Egoroff, os outros dois instrutores, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, também permanecem presos.

Os três instrutores foram capturados em imagens que mostram o momento em que Maria Eduarda é erguida e arremessada da ponte, que possui aproximadamente 40 metros de altura. Na audiência de custódia, o juiz Paulo Henrique Stahlberg Natal decidiu pela manutenção das prisões, ressaltando que os suspeitos atuavam em uma atividade considerada de elevado risco e que foi realizada “sem observância dos protocolos elementares de segurança”. O magistrado destacou que os vídeos anexados ao processo demonstram que a vítima foi arremessada “sem qualquer proteção”.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Após o acidente, Egoroff relatou que desceu até o local onde Maria Eduarda estava para ajudar no atendimento de emergência. “Eu desci, desci de rapel”, declarou. Ele ainda comentou que havia uma enfermeira realizando a manobra de reanimação cardiopulmonar (RCP) até a chegada do resgate.

Durante o interrogatório, a delegada perguntou se os procedimentos de checagem haviam sido realizados nos saltos anteriores, ao que Egoroff respondeu afirmativamente, demonstrando não compreender o que ocorreu especificamente com a jovem. “Sim, fez [inspeção e fiscalização nos pulos anteriores]. No dela estamos sem entender até agora”, finalizou.

Outro preso, Vitor de Freitas Gonçalves, também comentou sobre o ocorrido, classificando-o como inesperado. “Foi realmente uma fatalidade. Ninguém sai de casa para cometer um negócio desse [matar uma pessoa]. Todo mundo lá [instrutores presos] é tarado por esporte. É uma rapaziada que gosta, e se juntou para fazer isso”, declarou.

Publicidade

A atividade, realizada no último sábado, contou com a participação de cerca de 80 a 90 pessoas. Maria Eduarda foi a 17ª a realizar o salto naquele dia. A investigação aponta que a jovem caiu após a corda de segurança não ter sido conectada ao equipamento utilizado. Cada participante pagava R$ 180 pela experiência, com a opção de desembolsar mais R$ 110 para registrar o salto com uma câmera 360° acoplada a uma GoPro.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Publicidade

Um dos três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda, 21 anos, minimizou o caso em depoimento. Ele foi ouvido por menos de oito minutos e negou responsabilidade pelo acidente fatal.

Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, é um dos três instrutores detidos sob acusação de homicídio doloso pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. O incidente ocorreu durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo. Em depoimento à delegada Andrea Dantas Levy, Egoroff declarou que o episódio foi uma “fatalidade”.

O instrutor foi ouvido por cerca de sete minutos e meio e, ao ser questionado sobre a acusação de homicídio, afirmou: “Então, a gente está nessa prática há um tempo e, tipo, hoje, foi uma fatalidade. A gente não consegue entender o que aconteceu”. Além de Egoroff, os outros dois instrutores, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, também permanecem presos.

Os três instrutores foram capturados em imagens que mostram o momento em que Maria Eduarda é erguida e arremessada da ponte, que possui aproximadamente 40 metros de altura. Na audiência de custódia, o juiz Paulo Henrique Stahlberg Natal decidiu pela manutenção das prisões, ressaltando que os suspeitos atuavam em uma atividade considerada de elevado risco e que foi realizada “sem observância dos protocolos elementares de segurança”. O magistrado destacou que os vídeos anexados ao processo demonstram que a vítima foi arremessada “sem qualquer proteção”.

Após o acidente, Egoroff relatou que desceu até o local onde Maria Eduarda estava para ajudar no atendimento de emergência. “Eu desci, desci de rapel”, declarou. Ele ainda comentou que havia uma enfermeira realizando a manobra de reanimação cardiopulmonar (RCP) até a chegada do resgate.

Durante o interrogatório, a delegada perguntou se os procedimentos de checagem haviam sido realizados nos saltos anteriores, ao que Egoroff respondeu afirmativamente, demonstrando não compreender o que ocorreu especificamente com a jovem. “Sim, fez [inspeção e fiscalização nos pulos anteriores]. No dela estamos sem entender até agora”, finalizou.

Outro preso, Vitor de Freitas Gonçalves, também comentou sobre o ocorrido, classificando-o como inesperado. “Foi realmente uma fatalidade. Ninguém sai de casa para cometer um negócio desse [matar uma pessoa]. Todo mundo lá [instrutores presos] é tarado por esporte. É uma rapaziada que gosta, e se juntou para fazer isso”, declarou.

A atividade, realizada no último sábado, contou com a participação de cerca de 80 a 90 pessoas. Maria Eduarda foi a 17ª a realizar o salto naquele dia. A investigação aponta que a jovem caiu após a corda de segurança não ter sido conectada ao equipamento utilizado. Cada participante pagava R$ 180 pela experiência, com a opção de desembolsar mais R$ 110 para registrar o salto com uma câmera 360° acoplada a uma GoPro.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA