O ministro do Petróleo do Irã, Mohsen Paknejad, afirmou nesta terça-feira (14) que as exportações de petróleo do país “continuarão normalmente”, mesmo após a reimposição das sanções pelos Estados Unidos. A declaração foi feita em seu canal oficial no Telegram.
Paknejad destacou que o Irã já havia estabelecido, há muito tempo, as estruturas necessárias para mitigar os impactos das sanções americanas. Ele enfatizou que esses “mecanismos” permaneceram em vigor, mesmo durante o período em que as sanções foram suspensas por 60 dias, como parte de um acordo de cessar-fogo.
O ministro também mencionou que a interrupção das sanções se deu apenas temporariamente e que a resiliência do setor de petróleo do Irã foi planejada para resistir a pressões externas.
A suspensão das sanções pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos havia sido acordada inicialmente por um período de 60 dias, mas as restrições foram restabelecidas em 7 de julho, após os EUA realizarem ataques contra o Irã. Essa ação foi uma resposta a uma série de ofensivas contra embarcações comerciais na região do Estreito de Ormuz.
Após a revogação da suspensão, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a decisão do Tesouro dos Estados Unidos, alegando que a medida viola o memorando de Islamabad, estabelecido para acabar com a guerra. O ministério também afirmou que o Irã tomaria todas as providências necessárias para proteger seus interesses e a segurança nacional.
Os preços do petróleo reagiram imediatamente à reimposição das sanções, subindo mais de 3%. O Irã tem enfrentado dificuldades devido às sanções, dependendo de uma chamada “frota fantasma” de petroleiros para contornar as restrições e, dessa forma, destinar a maior parte de suas exportações para a China. Em junho, o país conseguiu exportar cerca de 50 milhões de barris de petróleo bruto, conforme análise da empresa TankerTrackers.
A situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, continua sendo vital para a economia global, e o aumento das tensões na região pode afetar o mercado internacional.
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