Na manhã desta terça-feira, 14 de julho de 2026, uma base aérea dos Estados Unidos localizada na Jordânia foi alvo de mísseis balísticos iranianos. A informação foi divulgada pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) em um comunicado oficial, que ainda conclamou o povo jordaniano a desmantelar as bases americanas em seu território.
“Vocês sabem muito bem que não só não temos nenhuma inimizade com o seu país, como também amamos vocês, o nobre povo que compreende a dor e a opressão do povo palestino mais do que qualquer outra nação”, afirmou a IRGC em seu comunicado.
A Jordânia, por sua vez, declarou que conseguiu interceptar e abater quatro dos mísseis que entraram em seu espaço aéreo, provenientes do Irã.
Além do ataque na Jordânia, o Irã lançou diversas ofensivas contra outros países da região do Golfo Pérsico. Sirenes foram acionadas no Bahrein pela terceira vez na manhã desta terça-feira, com o Ministério do Interior do país orientando os cidadãos a manterem a calma e se dirigirem aos abrigos seguros mais próximos.
“A sirene foi acionada… Cidadãos e residentes são orientados a manter a calma e dirigir-se ao abrigo seguro mais próximo”, informou o ministério em uma publicação no X.
A IRGC anunciou que atingiu e destruiu depósitos de apoio logístico a armamentos, um centro de comunicações por satélite e um edifício que abriga forças dos Estados Unidos na base de Juffair, no Bahrein, utilizando mísseis e drones. O ataque resultou, segundo a Guarda, na destruição do radar Patriot, do radar de controle aéreo da Quinta Frota da Marinha dos EUA e do sistema de radar de alerta antecipado C-RAM no Bahrein.
Além disso, a Guarda Revolucionária também afirmou ter atacado instalações militares americanas no Kuwait com drones e disparado mísseis de cruzeiro contra um navio da Marinha dos EUA na segunda-feira, 13 de julho. O Irã tem frequentemente declarado ter destruído instalações das forças dos Estados Unidos, embora tais alegações nem sempre sejam confirmadas por evidências.
Recentemente, a IRGC informou que dois “supertanques infratores” foram atingidos e imobilizados no Estreito de Ormuz, após ignorarem avisos e tentarem passar por uma “rota minada”. O comunicado da Guarda também indicou que os EUA estariam incitando embarcações a utilizar uma rota considerada ilegal, resultando em possíveis danos e uma crise energética global.
Enquanto isso, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que realizou uma nova rodada de ataques contra alvos iranianos, atingindo locais nas cidades de Bushehr, Chah Bahar, Jask, Konarak, Abu Musa e Bandar Abbas. Os alvos incluíam sistemas de defesa costeira, instalações de mísseis e capacidades marítimas do Irã.
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