Washington e Teerã travam embate de versões sobre as negociações nucleares. Enquanto JD Vance celebra avanços, o Irã nega qualquer novo compromisso firmado.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta segunda-feira (22) que houve avanços nas negociações com o Irã, com o país concordando em permitir a entrada de inspetores nucleares. Vance destacou que as conversas sobre as inspeções poderiam começar já nesta semana, indicando um progresso nas discussões bilaterais.
No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, contradisse essa afirmação em declarações à mídia estatal. Ele afirmou que Teerã não negociou a questão nuclear e que não aceitou novos compromissos durante as conversas ocorridas no último domingo (21) na Suíça.
Baghaei também esclareceu que a relação do Irã com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) continuará seguindo os procedimentos atuais e que qualquer mudança nesse sentido deverá ser aprovada pelo parlamento iraniano, conforme as decisões do Supremo Conselho de Segurança Nacional.
No domingo (21), uma fonte iraniana informou que as negociações estavam paralisadas, mas não concluídas. Durante o encontro entre os negociadores do Irã e dos EUA na Suíça, o porta-voz do ministério iraniano mencionou que os dois países discutiram as bases para um acordo final.
Entre os assuntos abordados estavam as cláusulas restantes necessárias para o início das negociações finais, incluindo a liberação de ativos congelados do Irã e a obtenção de isenções de sanções para a venda de petróleo iraniano. Baghaei destacou que houveram “bons progressos” nas tratativas. Além disso, os dois países concordaram que os navios devem ter permissão para passar com segurança pelo Estreito de Ormuz.
Esses desdobramentos refletem a complexidade das relações internacionais em torno do programa nuclear iraniano e a busca por um entendimento que possa atender às preocupações globais sobre segurança e desenvolvimento nuclear. A situação continua a ser monitorada de perto pela comunidade internacional, que aguarda um posicionamento claro e definitivo das partes envolvidas.
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