A 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decretou, nesta segunda-feira (10), a falência do Grupo Oi, uma das maiores empresas de telecomunicações do país.
A decisão marca o fim de um longo ciclo de tentativas de recuperação financeira que se estendeu por mais de dez anos. A crise da operadora se agravou após as fusões com a Brasil Telecom (BrT) e a Portugal Telecom, resultando em um endividamento bilionário e duas recuperações judiciais — a primeira iniciada em 2016 e a segunda em 2023.
Segundo a sentença da juíza Simone Gastesi Chevrand, “a Oi é tecnicamente falida”, destacando que o grupo não conseguiu reverter o quadro de insolvência, mesmo com sucessivas renegociações e alienações de ativos.
O pedido de reconhecimento da falência foi protocolado na última sexta-feira (7) pela administração judicial do grupo, sob responsabilidade do advogado Bruno Rezende, o mesmo que atuou no caso das Lojas Americanas.
Apesar da falência, a magistrada determinou a continuação provisória das atividades da empresa, sob gestão do administrador judicial, para evitar a interrupção de serviços essenciais e prejuízos maiores aos consumidores e credores.
A Oi, que já foi símbolo de inovação no setor de telecomunicações brasileiro, agora enfrenta o maior desafio de sua história, com um passivo estimado em bilhões de reais e impacto direto sobre milhares de empregados, fornecedores e clientes.
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